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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Minha Doce Prostituta XXXV

- Para não perder minha esposa.
- Resposta errada, tenho mais de 20 anos de profissão, não adianta ser o melhor profissional na área, o desejo de se libertar precisa partir do paciente, não é sua esposa que sofre, não é ela que se sente e sim você, porque você esta aqui Luiza? – falou com a voz firme.
- Vim aqui atrás de respostas não de mais perguntas, estou aqui não estou... – disse perdendo a paciência.
Luiza ficou calada não sabia o que dizer a Dra. Ana que a olhava sem piscar, procuramos um psicólogo achando que ele vai nos dar todas as respostas que buscamos, mas o que encontramos são mais perguntas e um silêncio miserável, Luiza desviou o olhar buscou algo naquela sala firmou seu olhar no quadro muito bonito com o desenho do por do sol na parede.
- Ele a chama de mãe – ficou calada uns minutos – Nunca vi minha abelhinha tão feliz ele tinha acordado no meio da noite acho que ele teve pesadelo sua voz estava assustada, os olhinhos cheios de lágrimas, pediu para ela ser a mamãe dele se agarrando nos braços de Duda – Isa começou a chorar – Não posso amá-lo ele é fruto do pior pecado, seu olhar esta sempre em cima de mim, fica me seguindo, perguntando tudo, que guri curioso, sempre que estou deitada no sofá ele passa correndo e se joga em cima de mim, me dá uma raiva fora do comum, brigo com ele e ao invés dele sair ele se agarra em minha perna fica dizendo - dicupa, mamãe, dicupa... – É tão estranho, ironia do destino ele tanto se parecer com a Duda, danado só ele, bagunceiro, vive correndo pelado pela casa correndo do banho, Duda o enche de manha faz todas as vontades dele, a novidade agora é um cachorro, ela sabe que tenho alergia a animal de pelo, mesmo assim trouxe um para dentro de casa, roubou o cachorro da mãe dela para dar para ele, coitado do animal, João Gabriel faz o coitado de cavalinho, isso quando não joga o coitado dentro da banheira, Duda ao invés de repreende-lo não cai na gaitada, tenho duas crianças em casa...ela mudou, ela se tornou uma mulher não por minha causa mas por ele, você acha que poderei amá-lo? - Perguntou olhando pra mulher.
- A pergunta é você quer amá-lo?
- É desse jeito que quer me ajudar, assim é muito fácil a senhora fica ai o tempo todo me olhando calada, isso é irritante, nem uma simples pergunta você responde,ao invés de me ajudar a senhora me deixa mais confusa, sabe de uma coisa por hoje já deu. – Luiza pegou sua bolsa e saiu do consultório.
Luiza sentia ainda mais confusa pediu para o motorista levá-la pra casa da prima, lá encontrou o colo que precisava chorou copiosamente.
- Porque ninguém vê o meu lado, pimenta nos olhos dos outros é refresco, é tão difícil ...só eu sei.
- Calma Luiza, você fugiu por três anos agora não dá mais, você não esta sozinha tem uma guria que é doente de amor por você que se apaixonou por teu guri só porque é teu, abre o coração e deixa acontecer.
Os meses foram passando Luiza resolveu fazer a terapia de verdade, queria fazer isso por ela, o clima não mudou dentro da sua casa ela continuava a ignorar o menino, que se mostrava cada vez mais triste com as patadas da mãe, sempre que ele tentava se aproximar levava um grito, a loira começou a implicar com tudo referente a ele, por mais que Duda tentasse suprir a carência de Gabriel era complicado, ele não entendia porque a mamãe dele não gostava dele, passou a ter problemas na escola, sua relação em casa estava levando para dentro da sala de aula, uma vez ou outra Duda era chamada a escola devido alguma briga de Gabriel, ele passou a se isolar dos amiguinhos, em casa vivia triste, a professora sugeriu que ele fosse ao psicólogo infantil do colégio, Duda já tinha desistido de fazer Luiza amá-lo, era mês de outubro Luiza tinha sido escolhida pra representar a faculdade em um congresso de alunos de medicina, estava entretida com o trabalho que ia apresentar, passou semanas preparando estava finalizando quando Gabriel passou correndo brincando com seu aviãozinho e bateu em Luiza que bateu no copo de água que borrou todo o trabalho, ela ficou com tanta raiva segurou o braço do menino com muita força e começou a sacudi-lo.
- Você é louco guri – começou a gritar com o menino sacudindo o coitado, Duda largou o computador e foi ver o que tinha acontecido o menino chorava escandalosamente, seus bracinhos estavam doendo, Duda soltou a mão de Luiza e deu um empurrão, menino berrava as unhas de Luiza tinha sido cravada nos braços dele que sangrou um pouco.
- Viu o que você fez. – gritou.
- Esse nojento destruiu meu trabalho como destruiu minha vida, te odeio João Gabriel te odeio – gritou olhando para os olhos do menino, ele se agarrou nos braços de Duda.
- Nunca mais chegue perto dele, se não o quer tudo bem, mas nunca mais repita isso, se isso acontecer de novo Luiza por mais amor que eu sinta por você, nunca mais vou querer te ver novamente, quem não é capaz de amar uma criança não é capaz de amar ninguém. – Duda tinha lágrimas nos olhos, pegou o menino no colo e saiu levou ele até seu quarto.
- Calma filho... – menino continuava a chorar, Duda acalentou em seus braços, Luiza saiu do apartamento sua cabeça estava fervilhando, foi dar uma caminhada no calçadão.
- Mamãe porque mamãe Isa não gosta de mim? – perguntou o menino.
- Ela gosta filho, ela só ta dodói. O coraçãzinho dela esta dodói. – Duda deu-lhe um beijo na face.
Luiza sentou-se na areia e desabou a chorar, se arrependeu não queria ter machucado o menino foi movida pela raiva, nem raciocinou direito, sentiu um imenso medo de perder Duda, sabia que isso ia acontecer, cada dia a morena amava mais seu filho, era seu filho, pela primeira vez Luiza aceitou isso, João Gabriel era dela, a psicóloga tinha lhe dito que enquanto ela não aceitasse esse fato ia ser difícil a terapia fazer efeito, a aceitação é o primeiro passo para melhorar, voltou para casa Duda ajudava o menino com a lição, sentiu uma imensa vergonha, Gabriel não tinha mais aquele brilhos nos olhos quando a via, ele quando viu Luiza entrando se agarrou em Duda tinha medo no olhar, o mesmo medo que Isa sentia em amá-lo. Luiza foi para o quarto, engraçado como as crianças são não, uma vez minha mãe me disse cuidado com o que você fala a uma criança elas podem levar isso pela vida toda, depois da lição Duda ainda brincou um pouco com ele antes de colocar ló para dormir, fazia questão disso, queria dar o máximo de amor e carinho a ele, sempre que estava em casa fazia questão de estar presente na vida dele, Luiza sentia-se muito triste, nunca um olhar a entristeceu tanto como o olhar de medo do seu filho, lembrou do seu olhar quando via seu pai, sentou- se no piano e começou a tocar, Gabriel e Duda escutaram a melodia triste, o menino se levantou da cama.- Mamãe pera ai. – Duda estranhou quando viu o menino saindo do quarto não aguentou a curiosidade e foi atrás dele, Gabriel foi até onde Luiza estava que quando o viu se assustou e levantou, o menino a olhou por um instante, seus olhinhos se encheram de lágrimas, fechou os punhos e empurrou Luiza dizendo chorando.
- Não quero que seja mais minha mamãe, não quero... – aquilo foi mesmo que um soco no estômago, as lágrimas já vinham de forma assustadora, Duda se aproximou e Gabriel virou-se pra ela pedindo colo, Duda o pegou no colo ele começou a chorar baixinho - Só quero a senhora como mamãe, mamãe Isa não me quer... – o menino começou a chorar alto, Luiza permanecia imóvel chorando, sentiu uma coisa tão ruim com as palavras do menino, Duda nada disse levou o menino de volta ao quarto, deitou-se com ele em sua cama velou seu sono. Quando se levantou viu Isa na porta não tinha reparado a presença da mulher.
- Me ajuda amor... – foi o que conseguiu dizer – Não quero perder você, não quero perdê-lo. – chorava.
- Vem cá. – Isa foi se aproximando timidamente, era a primeira vez em sete meses desde que Gabriel morava com elas que ela entrou no quarto do filho, era lindo, o papel de parede era cheio de desenhos de avião como o menino tanto gostava, a cama tinha um formato de avião, inúmeros brinquedos espalhados pelo chão, ao lado da cama tinha um criado mudo com três porta retratos, um era a foto de Camila, outro era dos seus pais, e a outra era uma foto de Luiza e Duda.
- Ele gostava tanto dessa foto, vivia pegando da sala e trazia para o quarto quando eu perguntei a ele porque estava aqui e ele disse que era a foto das duas mamães dele, mas tem uma foto que ele não larga por nada nesse mundo, chega mais perto. – Luiza tremia sentia a falta de força nas pernas para se aproximar da cama do filho. Duda se levantou e pegou a mochila da escola dele, pegou o caderno e entregou a Luiza, tinha vários desenhos de bonequinhos - Esses são os mais recentes – Duda entregou uns desenhos que a professora tinha entregado a ela quando ela quando foi buscá-lo, era um bonequinho e um cachorro. – É assim que ele se sente Isa. Sozinho com Dungo (o cachorro) tenho tentado mais não consigo sozinha amor, preciso da sua ajuda –Duda voltou a mochila e pegou uma foto, Luiza olhou era uma foto antiga sua de rosto no tempo que morava em Porto Alegre, tinha tirado essa foto no aniversario de Camila, tinha uns 19 anos na época - Ele nunca largou dessa foto, todas as noites quando venho colocar pra dormir ele vai em sua mochila e pega a foto, hoje Luiza ele não pegou, sua mãe disse que ele sempre dormia com essa foto junto ao aviãozinho dele de pelúcia que ele num larga por nada no mundo, você esta perdendo seu filho sim, por culpa sua. O bichinho está cansado de mendigar a sua atenção.
- Amor você me ajuda?
- Ajudo. – Duda deu um abraço apertado na mulher depois saiu do quarto. Luiza ficou em pé na cama, depois se sentou na beirada da cama, olhando o rostinho do seu guri, chorou o que pode, abriu um sorriso terno. Sentia um novo sentimento nascendo em seu coração. Passou as mãos nos cabelos de Gabriel.
- Você é tão lindo... – suas mão tremiam tanto, com as pontas dos dedos contornava o rostinho dele – Meu Deus como você pode parecer tanto comigo – deu um sorriso bobo – Mais você é danado igual a sua mamãe Duda – Isa desceu o rosto queria senti o cheiro do filho, mas o menino acordou e a olhou com cara assustada Isa se afastou, não sabia o que fazer, Gabriel a olhava levou as mãozinhas ao rosto da mãe que pode sentir aquele toque do seu filho, o menino enxugou as lágrimas dela e sentou-se na cama.
- Dicupa, mamãe, dicupa – pediu desculpa como se tivesse feito alguma travessura, Luiza sentiu o menino a abraçando no início não correspondeu ao abraço, mas aquele abraço foi como se tivesse derrubado um imensa muralha que ela tinha imposto entre eles, abraçou o filho pela primeira vez na vida, sentindo uma alegria invadir sua alma, pode sentir o cheiro do filho, abraçou com carinho, cobriu o menino de beijos, entre lágrimas - Desculpa filho, desculpa, perdoa mamãe, perdoa, não desiste de mim não . – o menino olhava com aquele brilho nos olhos.
- Deixa eu ser sua mamãe, você deixa? – pedia a loira desesperada.
- Mamãe te adoro de paixão.
Luiza abriu um sorriso que iluminou aquele quarto, Duda tinha razão Gabriel era uma luz em sua vida, tinha uma família, tinha um lar agora. Deitou-se abraçada com o filho que ficava tocando no rosto da mãe, como se quisesse conhecê-la, seus dedinhos percorreram todo rosto da loirinha, seu olhar era curioso, cobria o rosto da mãe de beijos que ficava toda boba.
- Filho sabia que você parece muito, mas muito com sua mamãe Duda?
- Não mamãe é mainha Duda e mamãe Isa. – corrigiu o menino, fazendo Luiza cair na risada.
Isa ficou conversando com o filho até os dois pegarem no sono, era um novo recomeço.

Epílogo

Gabriel acordou cedo, deu um sorriso quando avistou sua mãe deitada, seu coraçãozinho estava alegre, esperou tanto por aquilo, com as mãos tirou os fios de cabelo que cobriam o rosto da sua mãe Isa sentiu a mãozinha quente do menino a acariciando, fechou os olhos bem forte se fosse sonho não queria acordar, Duda despertou olhou para o lado da cama e não viu a mulher meio que desorientada foi ao quarto ao lado, contemplou a cena mais linda do mundo, Gabriel aproximou o rostinho e deu um beijo na bochecha da mãe, Duda foi se aproximando quando chegou perto deu um pulo em cima de Isa a acordando assustada, o menino riu e se jogou também em cima da mulher.
- Querem me amassar é? – retrucou à loirinha.
Milhares de beijos foram distribuídos em Luiza que com um grande esforço conseguiu se sentar na cama, nessa hora Gabriel parou e a olhou como se tivesse dúvida, mais essas dúvidas foram apagadas quando Luiza o puxou para o seu colo e deu um monte de beijinhos nele e Duda começou a fazer cócegas na barriga.
- Mainha para... – pedia o menino cansado de tanto rir.
- A brincadeira está boa, mas está na hora de você tomar banho para ir para o colégio. – disse Luiza apertando o menino em seus braços.
- Ah Isa vamos ficar em casa só por hoje curtindo nosso filhote.
- É esse o exemplo que você quer dar a ele? Tenho observado seu método educacional, muitas coisas vão mudar dona Maria Eduarda muitas coisas. – disse Luiza tentando olhar séria pra esposa, muitas vezes sentiu vontade de repreendê-la pelo jeito que educava João Gabriel, que sempre fazia travessuras e saía ileso, Duda brigava, mas logo depois caia na risada, perdia toda autoridade, apesar de Gabriel ser danado demais, ele sempre a obedecia, principalmente quando Isa estava por perto e enviava seu olhar fatal.
Todos se levantaram da cama e Luiza se ofereceu para da banho nele, afinal era a primeira vez em sua vida que fazia isso, na verdade era a primeira vez que ela estava sendo mãe de fato, lavou cada pedacinho do guri, muitas vezes ele tentava correr só para não perder a mania, mas Luiza o chamava – Vem cá guri, deixa eu te vestir, ou tu vais sair nu por ai ?
- Mamãe dá banho em Dungo também, ele tem que ficar cheirosinho ai a senhora vai gostar dele também. – dizia o menino enquanto enxugava. Ela não segurou o riso.
– De jeito nenhum quero distância daquele animal. – tinha pavor de cachorro, odiava quando chegava em casa o bicho corria para o seus pés.
Luiza aprontou João Gabriel deixou-o tomando café e ela rapidamente tomou um banho e se arrumou ao contrário da mulher que ficou discutindo com o espelho que modelito usar para ir a faculdade, saíram atrasadas, primeiro foram deixar o menino no colégio, ele ficou tão bobo com a presença de Luiza que saiu puxando ela pelo braço para dentro da escola, saiu apresentando a mamãe dele para todos os amiguinhos, todo contente da vida, Luiza tentou, mas foi difícil fazê-lo entender que ela tinha que ir, ele só deixou ela ir quando a mesma prometeu em ir buscá-lo o que seria complicado teria aula o dia todo, mas para ver aquele sorrisinho valeria o esforço.
A vida do casal finalmente foi entrando nos eixos, as duas aprenderam a lidar com os problemas de casal, Luiza aprendeu a viver em família, uma família de verdade, sua relação com Gabriel foi se fortificando, sempre que as lembranças amargas lhe assombravam ela buscava força no filho, claro que no início foi um pouco difícil, contudo o amor incondicional da esposa e a apoio da família ela estava superando tudo, agora ela podia encher a boca para dizer que tinha uma família, não só os pais de Duda mas também a família de Amanda, todas se tornaram uma grande apoio para Luiza, um ano depois que sua mãe tinha lhe entregado o filho ela ligou avisando da morte do pai, Camila ficou muito abalada, Isa no fundo sentiu um alívio, não podemos mandar nos sentimentos que sentimos dentro do peito, apesar de todo o esforço, apesar da terapia, até hoje nem com a morte ela conseguiu perdoá-lo, ela se recusou terminantemente em ir ao enterro, nem com o pedido dos irmãos, ela não foi, porém Duda foi, não por ele, mas por Gabriel afinal o menino amava o pai-avô, sua tristeza era visível, sentia uma imensa saudade da mamãe Helô, volta e meia ele acordava no meio da noite chorando, chamando pela avó, com a morte do pai, Luiza acabou se reaproximando da mãe, sentia feliz mas não completa, com a terapia ela conseguia perdoá-la, parecia lhe que tinham tirado
Uma tonelada do coração deu a oportunidade da sua mãe ser uma mãe para ela, Heloisa soube aproveitar essa oportunidade, só Deus sabe o que se passou pelo coração daquela mulher, seu esforço é sincero, Camila e Luiza pediram pra ela vir morar na cidade, a mulher não pensou duas vezes, queria estar perto das filhas principalmente de Luiza que estava grávida, é isso mesmo Duda tanto aperriou a mulher que elas fizeram inseminação, Duda queria ter filhos logo, Luiza resistiu o quanto pode, mas acabou cedendo, Heloisa acabou indo morar com Amanda e Camila por tamanha insistência de ambas, a mudança de Amanda foi tamanha que não da para acreditar, depois que começou a trabalhar com a mãe ganhou senso de responsabilidade e um apego fora do comum por Camila, Camila lhe ensinou a ter uma vida de verdade, ensinou o que realmente valia a pena, Amanda queria muito ter filhos, assim como Duda a morena queria ter uma família grande, Camila se achava nova demais pra engravidar então ficou a cargo da morena engravidar, mas só pretendiam fazer isso depois que Amanda se formasse, ou seja no próximo ano ela engravidaria. Duda, Luiza e Amanda entram em sociedade com a clínica de Andréia, como resolveram ter sua própria clínica, abriram uma filial da clínica de Andréia e era óbvio que iam ter o apoio de Andréia, esse sempre foi o sonho de Amanda e Maria Eduarda, deixando seus pais orgulhosos, quando estava no quarto mês de gestação Luiza perdeu o bebê, para tristeza de Duda, ela ainda tentou engravidar outras vezes mas infelizmente ela tinha problemas e acabou desistindo.
Dois anos depois.
- Amor desse jeito vamos chegar quando o Lucas tiver um ano.
- Você pensa que é fácil é encontrar uma roupa que caiba em mim, estou parecendo uma orca.
- Minha orquinha linda !. – disse abraçando a mulher.
- Você não ajuda em nada, poxa eu estou horrorosa, olha só para isso, esse vestido não cabe em mim, estou toda inchada olha só o meu pé amor estou muito feia e meu cabelo? Está um bagaço e você nem deixou eu cortá-lo.
Luiza deu um sorriso singelo.
- Você está linda amor, é a grávida mais linda desse universo.
- Só se for do seu universo, minha querida.
Luiza abraçou a esposa com carinho, Duda estava grávida de sete meses, Gabriel entrou no quarto, Luiza olhou para o menino e fez cara feia.
- Que cabelo é esse João Gabriel?
- Mãe...
- Mãe nada vem cá para eu pentear o cabelo.
Gabriel tinha danado gel no cabelo e feito um moicano, Luiza detestava, queria o menino todo estilo filhinho da mamãe, quase teve um ataque do coração quando ele chegou com um brinco na orelha, brigou horrores com Duda por ter deixado o menino furar uma orelha, Gabriel acabou tendo a imagem de pai pelo Antony, que fazia questão de andar com o menino pra cima e pra baixo, ensinado os truques de conquista, levando pra jogo, levando pra viajar com os amigos, até para o escritório ele o levava, dizia que ele era o homem da família, tinha que agir como homem, ele tinha um grande amor por Gabriel que ficava se achando com a presença do avô.
- Mãe as meninas gostam desse cabelo assim, estou bonitão igual o vovô não estou mainha? – perguntou o menino olhando para Duda, Luiza lançou um olhar feio pra mulher.
-Está super gato, as meninas vão cair matando em cima de você. – deu uma piscadinha.
- Maria Eduarda! – exclamou Luiza.
- Deixa o menino Isa... que implicância, dou por vista quando ele começar a trazer namorada para dentro de casa.
- Esse guri só tem seis anos e já está assim, vai pentear o cabelo direito garoto. – Gabriel saiu pisando duro, sabia quando Isa dava uma ordem era lei.
- Seu pai está estragando esse menino, sabe o que ele veio me perguntar se quando ele ficasse grande e fosse bonitão ele iria namorar uma guria em cada dia na semana, veio me perguntar se ele tivesse uma namorada ele podia trazer pra cá, agora me diz Maria Eduarda quem fica falando essas coisas é teu pai, fica ensinando meu guri a ficar paquerando as pequenas. Na escola você vê as notas dele, lá em baixo a professora diz que ele fica tentando ver por debaixo das saias das meninas.
- Luiza tu é mais ciumenta que eu sabia, Gabriel é homem, tem que pegar geral mesmo...
- Não vamos discutir, vamos logo, Amanda já ligou horrores, Camila está super agoniada com o nosso atraso.
As meninas mal chegaram à igreja e Camila deu uma super bronca na cunhada e na irmã por tamanho atraso o padre pensou que tinham desistido do batizado, Duda se aproximou para paparicar o sobrinho, o bebê era muito parecido com Amanda, estava no colo do padrinho Lucas, Duda e Lucas batizaram o pequeno Lucas, o nome quem tinha escolhido foi Camila, depois do batizado foram a um almoço na casa de Camila, estava à família toda reunida, inclusive os irmãos de Camila e Luiza a felicidade estava completa, o pequeno Lucas era a sensação da casa.
- Poxa amiga meu sobrinho é lindo demais, Vitória vai casar com ele. – disse Duda babando em cima do pequeno.
- Já tais arrumando o casamento da nossa guria que nem nasceu ainda? – brincou Isa.
- Claro amor, vai ficar tudo em família, só espero que ele não seja tão cachorro como a mãe se não minha Vitória esta perdida.
- Quer dizer que eu sou cachorra é? – Amanda deu uma tapinha no braço da amiga.
- Sempre foi amiga, mas a pirralha ali te encolerou direitinho.
Camila deu um beijo na esposa.
- Pirralha um escambau e sim encolherei mesmo essa aqui ninguém me tira.
- E até parece né. Nunca fui tão feliz em toda a minha vida depois que te conheci, agradeço a Deus todos os dias por ter me feito você me dar todos os foras do mundo, ter me dado corda depois me puxado, por ter feito a mulher mais difícil que já tive, agradeço por ter feito pegar aquele bendito avião e ido atrás de você, minha loirinha mandona, você me completou, te amo sabia, sou a mulher mais feliz desse mundo por você ter me escolhido, por você ter me feito sua mulher. Porque mulher de verdade só me tornei por você. – Camila olhou para o fundo daqueles olhos cor de mel, seus olhos foram inundados por lágrimas de alegria.
- Também te amo minha morena safada. – deu um sorriso bobo e um beijo de tirar o fôlego.
- Meu Deus, quando é que acaba esse resguardo? – disse Amanda toda safada deixando Camila mais vermelha que um pimentão, Luiza, Duda e as amigas caíram na risada.
Semanas depois Luiza arrumou sua mala ia fazer uma pequena viagem para o Rio Grande do Norte, junto com Andréia e Beatriz para um congresso de cardiologia, isso mesmo a loirinha acabou se apaixonando por essa área, resolveu se especializar em cardiologia, Amanda também seguiu o mesmo caminho que a mãe, Duda foi para o lado da neurologia, com a gravidez o humor da morena piorou, ela e Luiza passaram a ter brigas constantes devido o ciúme desmedido da mulher, que estava com autoestima baixa, tudo era motivo de choro, Luiza saiu irritada de casa, a mulher não queria que ela viajasse por nada nesse mundo, dizia que Beatriz a outra médica residente estava dando em cima de Luiza, Isa dizia que isso era tudo invenção da cabeça dela, já que ela e Beatriz eram amigas, afinal trabalhavam juntas, mesmo com todo chôroro Luiza foi ao congresso, ficou uma semana fora Duda ligava a cada meia hora, Luiza se via doida com tanta insegurança da mulher, era noite de sexta feira, o dia tinha sido muito chuvoso, seria o último dia de Luiza naquela cidade, Luiza foi convidada para sair depois do coquetel, assim que chegou ao hotel viu centenas de recado da esposa, foi até o quarto para ligar.
- Alô.
- Amor, até que em fim né.
- Eu tinha dado uma saída, meu celular descarregou, está tudo bem?
- Não Isa não está nada bem eu estou morrendo de saudades, volta para casa logo vai, tia Andréia disse que já terminou o congresso.
- Amanhã eu estou voltando.
- Amanhã Isa, porque não hoje?
- Duda, aqui esta chovendo muito, amanhã bem cedo eu pego a estrada.
- Não Luiza, quero você aqui hoje, estou cheia de dor, morrendo de medo, sinto imensa saudade de você, quero dormir agarradinha com você amor, faz uma semana que não durmo direito.
- Por favor Maria Eduarda, amanhã eu volto.
- Você quer continuar perto daquela oferecida não é? – gritou.
- Duda não começa.
- É isso mesmo – já começou chorando – Só porque eu to gorda e feia, você nem liga mais para mim.
- Amor, por favor, não faz assim.
- É isso mesmo Luiza, você não me quer mais, só porque eu to parecendo uma
baleia assassina, estou mais feia que a Fiona – chorava.
- Amor... – Luiza tentava ser paciente, a gravidez mexeu muito com Duda que sempre foi vaidosa, as mudanças no corpo da morena lhe assustaram, pois ela engordou mais de 15 quilos . – Não chora, vou arrumar minhas coisas e vou para casa .
- Jura?
- Juro, te adoro de paixão, viu, minha Fionazinha. – brincou.
- Para... Te amo de mais.
Uma hora depois suas malas já estavam prontas foi até o saguão fechar a conta, lá encontrou com Andréia.
- Aonde você vai menina? – perguntou ao ver a mala.
- Para casa, estava ligando para senhora justamente pra avisar que não vou esperar por vocês, estou voltando hoje mesmo para Recife.
- Mas porque, você já viu a chuva que está lá fora.
- É eu sei mais eu prometi a Duda que assim que acabasse o congresso eu voltaria para casa e ela está me esperando.
- Luiza, Maria Eduarda pode esperar por mais algumas horas, dirigir a essa hora da noite e nessa chuva é muito perigoso a estrada está horrível você mesma viu.
- Eu sei, mas sou cautelosa, estou morrendo de saudade do meu guri e da minha esposa. Bem vou indo.
- Cuidado menina...
Andréia ficou preocupada, contudo não conseguiu convencer Luiza a ficar para ir na manha seguinte. Duda ficou rolando na cama, não conseguia dormir fazia 3 horas que tinha falado com Luiza, consultava o relógio a cada 10 minutos, tinha chegado à conclusão que ela não viria naquela noite, João Gabriel acordou assustado, ele sempre teve medo de trovão, o menino correu pro quarto da mãe, Duda ligou inúmeras vezes para o celular de Luiza, mas só dava desligado ou fora da área de cobertura, Duda achou que ela devia ter desligado então desistiu e tentou dormir, quando conseguiu pegar no sono já era de manhã, acordou tarde, procurou por Gabriel, mas Maria tinha dito que ele tinha descido para piscina com a babá, perguntou se Isa tinha chegado quando soube que não ligou para o seu celular, mas ainda só dava caixa postal, começou a ficar preocupada com isso, por mais ocupada que ela estivesse sempre arrumava um jeito de retornar as suas ligações, ligou para o hotel e lá disseram que ela já tinha fechado a conta, então ligou para sua tia , mas o celular dela também dava fora de área, ficou irritadíssima com isso, as horas iam passando assim o nervosismo de Duda aumentando, Camila tinha ido em sua casa, as duas ficaram conversando mas a morena não tirava Isa da cabeça, voltou a ligar pra Andréia.
- Oi minha filha. – disse Andréia simpática.
- Tia a senhora está aonde? Estou ligando desde cedo, cadê Luiza ?
- Estou em casa cheguei logo cedo, resolvi descansar um pouco e acabei dormindo demais, mas me diga o que houve? Como assim cadê Luiza.
- Isa não chegou em casa ainda, desde de ontem tenho tentado ligar pra ela mais seu celular só dá desligado.
- Mas Duda ela saiu do ontem por volta de 21h da noite dizendo que ia para casa, eu até sugeri que ela voltasse conosco, mas ela não quis.
- Ela não chegou tia, estou ficando muito preocupada.
- Vou ligar para clínica quem sabe ela esta por lá.
Andréia falou com todos os conhecidos que estavam no congresso, mas ninguém sabia notícias de Luiza, Duda ligou pra todos os amigos e nada as horas iam passando e nada, Duda entrou em desespero sem notícias da mulher, por mais que sua mãe pedisse calma ficava difícil, ela queria a todo custo acionar a polícia mas seu pai pediu para esperar mais um pouco, espera essa que durou três dias, Duda parecia uma morta viva, só chorava, sentia um imenso aperto no peito, a policia foi acionada, Antony recebeu uma ligação e junto com o amigo Armando seguiu para Natal, a policia rodoviária encontrou o carro de Luiza, um grupo de busca foi acionado para ver se havia sobrevivente. Antony chegou em casa abatido, reuniu forças para dar a noticia a família, todos o aguardavam, a notícia da morte de Luiza chegou como uma bomba naquela família Camila entrou em desespero, Duda quando recebeu foi amparada pela mãe, seu choque é tamanho que ela não esboça reação.
- A policia rodoviária encontrou o carro de Luiza caído em uma ribanceira, que liga a barragem de Pernambuco a Rio Grande do Norte, segundo algumas testemunhas o carro vinha no meio da chuva em alta velocidade, ela perdeu o controle, bateu no muro de proteção e ainda atingiu duas pessoas o carro caiu da ponte e acabou explodindo, dois corpos foram encontrados carbonizados a outra vitima estava em estado grave no hospital.
- Quem eram essas pessoas Luiza não vinha sozinha? Não pode ser ela... – dizia Duda baixinho sem acreditar no que ouvia.
- É ela sim filha ela estava presa dentro do carro no banco do motorista, o outro corpo foi encontrado próximo dali segundo a policia, ali é uma BR muito movimentada aquele trecho é muito perigoso se tornou comum esse tipo de, sinto muito.
Duda escutava tudo em absoluto silêncio, suas lágrimas desciam alvoroçadas, seu coração gritava que não, que era mentira sua mulher não podia estar morta, não ela. A grande custo ela sentou-se Gabriel entrou correndo na sala gritando se agarrando em Duda chorando ele tinha escutado toda a conversa, Duda abraçou o filho com força
Ele chorava descontroladamente, Camila começou a gritar com Antony dizendo que ele mentia batendo no peito dele, Heloisa desabou a chorar abraçando a filha, Duda abraçava João Gabriel com força brigava com sigo mesmo, seu coração não queria acreditar, não podia acreditar que tinha perdido o amor de sua vida. A morte da loirinha chegou de forma devastadora, sua mãe reunia forças não sabia de onde para resolver tudo, o corpo de Luiza foi trazido pra cidade quem foi reconhecer o corpo foi o Antony, foi uma situação complicada já que o corpo estava carbonizado, a família providência para que seja enterrado logo, quando mais demorasse mais dor causaria, Duda entra numa tristeza profunda, o choque é tão grande que ela custa acreditar que é verdade, Luiza é enterrada no Parque das Flores, amigos e familiares estão presentes, Duda permanece num silêncio absoluto, Gabriel não desgruda dela nem um segundo o sofrimento do pequeno é tamanho. Todos prestam a última homenagem à loirinha amada, em sua sepultura é gravada a frase de sua cantora predileta que diz. “Os grandes amigos se vão, eles se vão, mas fica a generosidade, os presentes, as lembranças guardadas no coração e na alma e isso é o que importa. Maria Rita.
Duda espera que todos irem embora, pede para sua mãe a deixar sozinha a morena se ajoelha diante do caixão do seu doce amor.
- Amor não me deixa aqui sozinha, sem você eu não consigo, não me deixa Isa, não me deixa – chorava com a cabeça encostada no caixão, Duda ficou um grande tempo ali, chorando sua dor, um filme passava em sua frente, lembranças de todos os encontros e desencontros, alegrias e tristezas que viveu com sua companheira, uma dor terrível em seu peito, um sonho desfeito, é e um sentimento de culpa.
- Perdoa amor... Se eu não tivesse insistido tanto para você voltar para casa, você estaria aqui comigo, com nossos filhos... Você se foi por minha culpa... – chorava ainda mais alto, Amanda se aproximou e a abraçou.
- Por culpa minha amiga, culpa minha ela se foi...
- Não foi culpa sua, Deus quis assim...
- Não ele não quis, eu que provoquei se eu não tivesse insistido tanto...
- Duda olha para mim – Amanda enxugou as lágrimas da amiga – Você não tem culpa, foi uma fatalidade, precisa caminhar novamente, você tem o Joãozinho para cuidar, ele precisa tanto de você amiga, ele só tem a mainha dele agora e minha afilhada está ai crescendo a cada dia, você tem dois motivos para levantar Maria Eduarda, Luiza ficaria muito triste se a visse dessa maneira, você a ajudou a se levantar tantas vezes.
- Viver sem ela é o mesmo que viver uma vida vazia, nunca mais voltarei a amar alguém como a amo.
- Vem cá vem. – Amanda a puxou pra um abraço, ambas choravam copiosamente, meia hora depois elas se levantaram Duda entrou no carro e olhou pra João Gabriel.
- Somos só nos três guri. – forçou um sorriso.
- Vou cuidar de você mamãe e da Vitória também, sou o homem da casa, mamãe Isa ta lá no céu olhando por agente. – disse o menino com a voz toda trêmula, seus olhinhos estavam cheios de lágrimas.
Duda deu um sorriso e beijou-lhe a face. Amanda estava certa tinha dois motivos pra seguir em enfrente tinha que ser forte, tinha que se torna a mulher que Luiza tanto queria.
E assim foi a dor sempre permaneceu dentro do coração, mais Duda passou a dedicar todo seu amor e toda a sua vida a seus dois filhos e ao seu trabalho que tanto amava... Sempre com o apoio incondicional da família.

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sábado, 1 de setembro de 2012

Minha Doce Prostituta XXXIV

- Ele é meu irmão! – gritou, Duda olhou sem entender nada, sua mãe apertou a mão, Luiza começou a andar de um lado para o outro, chorando gritando.
- Porque você está fazendo isso porque? Você me prometeu.
- João Gabriel está doente e seu pai achou melhor você...
- Eu não tenho pai e não tenho filho.
- Filha!
- Não me chama de filha, não tenho mãe... – Luiza foi para cima da mãe, mas Bella a segurou.
Heloisa chorava, Luiza procurou novamente o olhar de Duda e viu que a sua morena chorava.
- Você não queria saber por que eu odeio meus pais, não queria saber por que me tornei uma prostituta, por culpa dela, por culpa dela... – gritou.
- Luiza não...
- Não ? Luiza passou a mão no rosto – Quer saber Maria Eduarda minha doce história quer saber?
Resolvi ser uma prostituta depois que meu próprio pai me comeu - Duda tapou os ouvidos, não queria ouvir, não queria, porém sua mãe baixou as suas mãos
- Precisa se forte filha – sussurrou em seu ouvido Luiza baixou o tom de voz
- Eu era tão pequena, aquele maldito roubou minha inocência, minha dignidade, ele era sempre carinhoso, um pai dedicado, sempre presente na minha vida, eu o via como meu herói, é ele era o meu HERÓI, pra que? No início ele sempre ficava me olhando tomar banho, às vezes ajudava dizia que eu não estava tirando a sujeira direito, como eu ia saber que ele se aproveitava para tocar em mim. Eu era só uma menina, não tinha mais que 7 anos, só tinha 7 anos, mas o tempo foi passando fui ganhando formas femininas e também o desejo daquele doente, então comecei a ver atitudes diferentes, ele tinha a mania de ficar pelado em minha frente mexendo em suas “coisas”via suas mãos meladas, que nojo, era só na minha frente, eu tapava os olhos mais ele dizia, - Veja minha princesinha, veja - fui crescendo ele começou a bolinar, os primeiros toques foram os mais dolorosos, lembro dele entrando no meio da noite em meu quarto, quando o vi pensei que ele fosse me cobrir como costumava fazer, mas pude senti aquela mão melada, quente puxando minha calcinha, ele me tocou Duda... Não pude evitar acordei assustada, pude ver seu membro duro, ele colocou aquela mão imunda tapando minha boca dizendo – Se falar alguma coisa corto sua língua – senti um medo imenso, meu irmão viu falou que era errado, sabe o que ele fez deu uma bofetada nele e mandou se calar se não ia ser pior, escutei seu choro abafado, depois desse dia suas visitas eram diárias, ele levou Vagner pra dormir no quarto com Mateus com a desculpa que eu era uma menina e que era para eu ter um quarto sozinha, ele estava sempre por perto, quantas vezes me culpei por ter despertado esses desejos nojentos no meu pai, do pai que eu amava tanto, do homem que me levava para aula, que me ajudava com a lição, quantas vezes procurei um lugarzinho dentro de mim para me esconder. Sabe por que eu insistia tanto em ir com você quando a senhora saia mãe? Porque nesses dias eram piores, ele trancava meus irmãos no quarto, depois mandava eu ir no escritório dele, lá me obrigava a ver filmes pornô, pedia pra eu tocar nele, fazer o que a mulher fazia nos filmes, eu era obrigada a masturbar meu próprio pai, eu tinha 12 anos quando ele me pediu pra a fazer sexo oral nele – Duda se agarrava mais nos braços da mãe chorando não queria escutar mais nada Luiza continua perdida no vazio sua voz saia fraca – Eu chorei tanto, tanto ele não me obrigou porque ele dizia que me amava eu era a princesinha dele então ele mandou eu sentar em cima da mesa com as pernas aberta, me tocou com seus dedos, aquilo doeu, eu gritei ele mandou eu calar a boca se não ia me bater, não queria apanhar lembro das surras que ele dava nos meus irmãos, eram horas de tortura, eu saia daquela sala acabada, me trancava em meu quarto chorava tanto me sentindo culpada por que desde de pequena ficava andando de calcinha para cima e para baixo dentro de casa, sou culpada por sentar de perna aberta em sua presença, sou culpada por fingir que não via que ele me observava enquanto tomava banho, sou culpada por sempre ter aceito seus doces, suas moedas, seus sorriso, aqueles abraços, sou suja. Mas não precisava estarmos sozinhos para ele se aproveitar, até diante dos olhos das pessoa isso acontecia, bastava ele pedir pra senta em seu colo, -Vem cá princesinha senta aqui no colo do papai- Ou um simples abraço, sabe o que mais me dói era saber que todos sabiam que tinha um tarado na família e tratá-lo como se fosse a pessoa mais maravilhosa do mundo, que família hipócrita a minha, os odeio por isso, quantas vezes minha tia o via ele olhando as meninas trocando de roupa, nem por isso falava nada, eu não era a única Duda, ele se esfregava as meninas que iam lá em casa brincar comigo, mas elas gostavam, quantas vezes fui portadora de recados indecentes, lembro de uma vez quando minha maravilhosa mãe veio saber porque eu não queria ter mais amigas, eu disse pra ela tudo, ela nunca acreditou dizia que eu mentia, fechar os olhos para o que estava diante dos próprio nariz é inaceitável, eu estava sozinha, - Filha não minta, não importa o que os pais façam, não importa o que aconteça, pai é sempre pai, você tem por obrigação amá-lo e respeitá-lo – Foram essas as palavras da minha mãe, tentei fugir tantas vezes ele sempre me achava, era pior quando fiz quinze anos estava no ponto, ganhei corpo tão rápido, sabe qual foi meu presente de aniversário? Ser estuprada pelo meu próprio pai, ele disse –Já esta no ponto, não vou criar filha gostosa para outro comer - ele me comeu, ele me comeu – gritou - Depois disso cai no mundo passei uma semana perâmbulando pelas ruas de Porto Alegre até que conheci uma prostituta, ela disse que eu era bonita e conseguiria ganhar muito dinheiro, foi o que fiz, fiz uma escolha queria ganhar dinheiro para sair daquela maldita cidade fugir dele. Porém ele me achou, quantas vezes mãe você deve ter tapados os ouvidos pra não escutar meus gritos, ele me comia todas as noites, e aos domingos ia a missa posando de bom homem, de pai de família, a única coisa boa que ele fez por mim foi a educação requintada que ele me deu, é Duda aulas, de piano, artes, etiquetas e línguas estrangeiras eram obrigatórias para mim e meus irmãos, ele dizia que tínhamos que ser cultos como minha doce mãe, investiu muito na nossa educação estudamos sempre nos melhores colégios, durante o dia eu fazia programas e a noite meu pai me comia, você deve esta se perguntando porque não denunciou, porque não fugiu, meu pai ele é um homem respeitado na cidade, tido com exemplo, na faculdade era de se dar nojo o quanto aquele hipócrita pregava a moral e os bons costumes, alunos e professores que o bajulavam, não sabem o mostro que ele é, todos falam maravilhas dele, ele disse que se eu abrisse a boca ninguém ia acreditar numa vadia como eu e que ele ia mexer com Camila. Não podia deixar ele tocar na minha irmã, ela era tão pequena, ele a obrigava a assistir toda minha violência, por culpa dele ela tem sérios problemas psicológicos, quando fiz 18 anos resolvi sair de casa, não suportava mais, porém as ameaças continuavam, tinha medo, tinha imenso medo, não aguentei muito tempo, fui morar com Bella, Camila foi passar um tempo na casa dos meus avós, você deve estar se perguntando sobre meus irmãos, coitados só Deus sabem como eles sofreram, Mateus principalmente não ele nunca abusou deles, eu era a favorita, ele tinha obsessão por mim, dizia que era porque eu era a versão feminina dele, é Duda quer saber como era meu pai olhe pra mim, sou terrivelmente parecida com ele, sai de casa finalmente, sumi por uns tempo sempre me comunicava com meus irmãos, passei dois anos sem vê-los, mais soube que Milinha tinha voltado a morar com eles, um medo terrível me abateu, Camila tinha crescido e como você pode perceber ela muito se parece comigo, o desejo de protegê-la foi mais forte que o medo que tinha dele, voltei a Porto Alegre tive discussão terrível com eles, minha mãe dizia que eu mentia, lembro dos olhos dele brilhando em alegria e cobiça ao me ver, eu tinha mudado tinha me tornado numa mulher atraente, voltei para casa de Bella ia morar com minha prima, horas depois escuto a porta bater, abro era ele, ele saiu invadindo a porta, no início com um papo de arrependimento, depois vi, vi em seus olhos o mesmo desejo desde que tinha desde meus 7 anos, ele disse que eu estava boa demais tinha que me provar, estava com saudades – pausou, um silencio pesado tomava conta do local, Luiza soou o nariz depois voltou a falar com a voz cada vez mais baixa - Ele veio me agarrando, lutei contra ele, porém ele era mais forte que eu, rasgou minhas roupas, ele parecia esta possuído, tentava me beijar, eu arranhava, lutei amor juro que lutei mais não consegui, ele me violentou, transou comigo da forma mais bruta possível, parecia um animal selvagem no cio, me batia toda vez que eu tentava me sair, me bateu tanto que fiquei inconsciente.
Todas choravam, Luiza parecia perdida seu olhar era vago.
- Lembro de Bella me levantando do chão chorando, fui denunciá-lo, ia por um fim naquilo tudo, cheguei à delegacia e fiz a denuncia depois Bella me levou ao hospital, não deu meia hora para toda família estar lá, foi uma confusão tão grande, minha mãe me matou naquele dia, ela me matou, foi ela que me deu o tiro de misericórdia, ela me pediu para retirar a queixa, isso mesmo, eu cedi, eu cedi... Ela me prometeu que nunca ia deixá-lo chegar perto da minha Milinha, ela cumpriu sua palavra, minha irmã estava a salvo, não sei por que mais eu acreditei nas palavras dela. O pior estava por vir, dois meses depois, descubro que estava grávida, não, eu não podia, eu não tinha feito programas com ninguém, era dele, enlouqueci, sinceramente enlouqueci odiava o ser que crescia dentro de mim, ele era a prova viva da minha desgraça, queria o aborto mas ela mais uma vez me impediu, usou de golpe baixo, usou os meus irmãos para me fazer desistir, assim que esse menino nasceu o rejeitei, não quis vê-lo esse era o trato. Duda, olhar para mim é o mesmo que olhar par o meu pai, aprendi a conviver com isso, mas esse menino não, olhar para ele é o mesmo que me vê e esses olhos são iguais aos dele – Luiza se levantou, enxugou as lágrimas e olhou para mãe que chorava a soluçar.
- Você prometeu que eu nunca ia ter contato com esse menino, que nunca ia vê-lo, não tenho filho Heloisa, vou continuar mandando a despesa dele como tenho feito todo esse tempo, mas eu não o quero, nunca o quis.
- Não posso ficar com ele Luiza, seu pai esta morrendo.
- Eu não tenho pai, quero que ele morra, que morra dolorosamente, sinto um ódio que consome minha alma, um ódio mortal por ele, ele morreu quando invadiu meu quarto naquela noite, você morreu quando entrou naquele quarto de hospital, só tenho meus irmãos e a minha esposa, você não tem o direito de me obrigar a ficar com esse garoto.
- João Gabriel ele tem problemas cardíacos, sopro no coração mixoma, um sopro inocente porém é delicado o estado dele, Ricardo esta arrependido...
- Arrependido? Agora é tarde eu quero que ele morra aquele desgraçado, que vá para o inferno se eu pudesse eu mesmo o matava...
- Luiza, João Gabriel é seu filho goste ou não, ele veio para ficar não pense que é uma decisão fácil para mim, ele está crescendo e pergunta por você, apesar de você odiá-lo ele a ama mesmo admirando uma foto, pede que eu fale de você sempre, depois que Camila foi embora ele vive adoentado, o coração dele é frágil de mais e você sabe disso, ele esta tendo sintoma de insuficiência cardíaca.
- Você me prometeu, ele não é meu filho é meu irmão... – Luiza gritou saindo correndo do apartamento, Duda ficou assustada e correu atrás, ela descia alvoroçada pelas escadas.
- Isa espera...
Luiza olhou pra cima, errou o degrau e caiu e rolou as escadas, por sorte ela estava próxima de outro, Duda entrou em desespero, correu até a mulher logo depois as outras três chegam, Luiza se arranhou toda, gritava de dor. Com ajuda de Jéferson o motorista Luiza é levada para a clínica lá ela é atendida por sorte não foi nada demais, só alguns arranhões e uma perna quebrada, porém seu coração estava massacrado, sentia uma dor imensa, não queria ver ninguém ficou presa em suas amargas lembranças, tentava encontrar um lugar dentro dela mesma aonde ela pudesse mais uma vez deixar todas a lembranças e tentar curar suas eternas feridas.
Duda entrou no quarto de Luiza que ainda chorava presa em sua dor, ela não teve coragem de encarar aquela menina, sentia uma imensa vergonha de si mesma, Duda também nada falou, sabia que naquele momento as palavras podiam piorar, apenas subiu na cama e a abraçou, era um abraço com imenso carinho, um abraço de apoio, de amor, um abraço dizendo que Luiza podia contar ela que ela estava ali. Luiza se afogou naquele abraço chorou toda sua dor, seus fantasmas voltaram a se aproximar, mas era diferente, não estava mais sozinha tinha alguém que iria ajudá-la a se levantar mais uma vez lembrou das palavras de Eduarda.
- Luiza porque cairmos? Para aprendermos a nos levantar, não importa o tipo de tombo, nem a profundidade da queda, sempre existirá a chance de nos levantarmos mais uma vez.
Ela ficou internada por três dias, não pelo estado físico e sim pelo emocional, ela passou a ter pesadelos constantes, acordava no meio da noite aos gritos, chorando, Duda ficava assustada sem saber o que fazer. Luiza não falava com ninguém, não queria ver ninguém, no momento de sua dor ela preferia se isolar, era um momento dela, Duda entendeu isso, deu o tempo que ela precisava, afinal foi tudo tão rápido, assim que saiu do hospital ela foi direto para a casa da sogra, Eduarda achou melhor, durante esses dias muitas coisas mudaram, pois é a vida da gente pode tomar outro rumo no piscar de olhos, Heloisa, teve uma conversa séria com Eduarda e Maria Eduarda, tinham que decidir a situação de João Gabriel, explicou o motivo dela trazer ele a vida da filha, o menino como já foi dito tem sopro cardíaco, ele sempre teve uma vida saudável, mas depois que Camila foi embora o problema foi se agravando começando com anemia, logo depois ele teve uma febre reumática causando uma anormalidade em uma das válvula do coração, o problema foi se agravando, ele chegou a fase de insuficiência cardíaca, por motivos que só Deus sabe Ricardo decidiu que era hora dele ser criado pela mãe, mãe que ele nunca viu, já que assim que o menino nasceu Luiza nem quis vê-lo, a única coisa que ela fez foi escolher seu nome, seu pai estava com câncer no rins, que estava espalhando, segundo Heloisa ele se dizia arrependido, recebeu seu diagnóstico como castigo, no inicio ela era contra tinha feito uma promessa a filha de que se ela deixasse o menino nascer ela nunca o veria, porém ao ver a tristeza daquele pequeno achou que ele seria mais feliz em um lar de verdade perto da mãe que sempre admirou mesmo por uma foto e ao lado da irmã que sempre o cobriu de carinho e amor, não que ela não o amasse, ela amava o menino como se fosse seu, ela errou uma vez e não queria errar de novo, Duda chegou a questionar a conivência diante de todo sofrimento da filha a mulher simplesmente não quis falar, seja qual for o motivo que fez Heloisa fechar os olhos diante disso tudo nunca saberemos. Nessa tarde Maria Eduarda tomou a maior decisão de sua vida, disse que João Gabriel ia ficar com elas, sabia que seria difícil convencer Luiza, porém não queria abrir mão do filho da mulher que ela tanto amava, só em olhar para o rostinho daquele pequeno o coração da morena dava saltos de alegria, sempre quis ter filhos, assim que se casaram Duda pediu pra Luiza engravidar, porém ela virou uma fera, na época não entendia porque, mas agora estava claro, ele era filho dela e era isso que importava, jurou a sim mesmo que ia fazer a mulher enxergar que ele não tinha culpa de nada, depois de tudo acertado Heloisa voltou a Porto Alegre. Fazia mais de uma semana da confusão toda, no domingo Duda arrumou Gabriel e juntos vão à casa da mãe visitar Isa, assim que chegaram o menino ficou doido pelo cachorro, ele que sempre gostou de bichos, soltou a mão de Duda e correu para perto do cachorro sentando em cima do coitado fazendo de cavalinho, Duda se acabou de rir.
- Ele vai te morder... – alertou Duda risonha.
O menino olhou para ela com cara de desconfiado, saiu de cima do cachorro e correu para perto de Duda, que deu vários beijinhos na face dele depois pegou em sua mão e entrou na casa.
- Pelo visto esse moleque já te ganhou. – disse o pai pegando Gabriel no colo.
- Acho que não fui à única, mas fica tranquilo painho que eu divido ele com o senhor – brincou – Até deixo o senhor levar ele para ver o jogo do Sport.
- Filha teu pai já comprou meio mundo de camisa do Sport para Joãozinho, ontem fomos jantar com Armando e Andréia ele ficou se gabando que tinha ganhado um neto primeiro que seu tio fez o coitado ligar para Amanda mandando ela lhe dar um neto logo.
- Faltam 4 em Duda!
- Pode ficar tranqüilo pai, assim que Isa se levantar eu vou fazê-la engravidar, ela me deu um, ela me dá mais outro e eu tenho os outros 3 ai formam cinco, como é meu sonho.
- Pensa que criar filho é fácil é...
- Hei moleque o vô aqui comprou um presente. Vamos lá ver. – Antony saiu levando o menino para ver o carro que tinha comprado.
- Teu pai ta bestinha com esse menino, comprou um minibug para ele o menino nem sabe andar de bicicleta quanto mais pilotar um troço daquele. – brincou.
- Só eu meu pai que está doido por ele ? – riram.
- Já cuidei de tudo filha, colégio, escolinha de futebol, natação Heloisa disse que ele adora água.
Mãe não vai atolar o menino de atividades não viu. Cadê ela?
- Ta no jardim lendo, acabei de vir de lá, ela não ficou muito satisfeita ao saber da sua decisão não.
Luiza vai ter que aceitar mais cedo ou mais tarde, ele é meu filho agora, ela não disse que o que é meu é dela e o que é dela é meu.
Duda foi até onde Luiza estava, a loira abriu um largo sorriso era a primeira vez em semanas que sorria, estava morrendo de saudade pediu logo um beijo, Duda assim o fez.
- Pensei que tinha esquecido que tinha uma esposa.
- Amor não fala assim, esses dias foi de uma correria danada, médicos, faculdades, compras, João Gabriel teve que fazer uma série de exames, mas tia Déia disse que ele vai ficar bom. – Luiza apagou o sorriso na hora Duda percebeu a mudança brusca de humor da loirinha, mesmo assim continuou – Sua mãe disse que problemas cardíacos na sua família são muito comuns.
- Maria Eduarda chega, não quero saber...
- Pois trate de querer saber dona Luiza, principalmente agora porque você sabe que Gabriel mora conosco, ele é seu filho goste ou não e tem outra coisa já mandei a empregada arrumar suas coisas e hoje mesmo você voltará para sua casa.
- Não faz isso Du... Será que você não vê que isso só me causa ainda mais dor, conviver com isso não é tão fácil como vocês pensam...
- Faço sim Luiza... Nunca neguei a vontade de ter filhos, 5 de preferência você casou comigo sabendo disso, pensa amor bem ou mal você já me deu o primeiro, gosto tanto daquele moleque, ele tem teu jeitinho, não cometa o mesmo erro que sua mãe cometeu com você, não feche o coração ele não tem culpa, não tem.
- Claro que tem, porque ele tinha que nascer ? Porque tinha que parecer tanto comigo, com ele, falar é fácil quero ver quando ele crescer e souber que o pai dele é o avô, que ele foi fruto de mais de 12 anos de abuso, não o quero perto de mim, eu o odeio .
- Não fala asneira isso é mais um motivo para cobri-lo de amor e protegê-lo, mostrar para ele que ele é querido e amado.
- Você tem o coração mole demais, queria ver se fosse tu no meu lugar duvido que pensarias assim, nunca tive filho Maria Eduarda vivi dessa maneira até aquela maldita vir acabar com minha vida de novo.
- Não adianta discutir com você, isso já é uma decisão tomada, aliás o quarto dele já foi decorado, ele vai estudar no mesmo colégio que Camila, meu pai faz questão que ele faça aulinhas de futebol, minha mãe quer ele na natação, como você é quem cuida da nossa casa quero que contrate um motorista e uma pessoa para cuidar dele enquanto eu estiver na faculdade.
- Não faz isso Du...
- Um dia você vai me agradecer por isso Luiza. Um dia você vai enxergar a luz que esse menino pode lhe trazer e uma felicidade que pode preencher esse vazio que você está sentindo, por mais que se negue você se importa com ele, se não, porque você mesmo quis escolher o nome dele, porque durante todos esses anos você fez questão de mandar a despesa dele, ele sempre esteve presente dentro de você, agora ele estará presente aqui, não será apenas um nome, você tem razão tenho um coração mole, eu só não meus pais também porque ficam se gabando que tem um neto para todos os amigos, ganhei um filho Luiza, ganhei seu filho.
O almoço estava marcado pras 13h logo depois Amanda e Camila chegaram, seus pais também, as meninas se juntaram as amigas, Luiza pediu para mudarem de assunto, Duda insistia em continuar falando de Gabriel agora com o apoio da cunhada.
- Cade Biel?
-Está com painho Mila, deixa eu te contar uma coisa ontem depois que fomos levar ele para se consultar com tia Déia fomos dar um passeio no shopping e esse pirralho fez um auê tão grande quando viu um avião na vitrine ficou doidinho, meu pai mandou trocar todos os carros que tinha dado a ele por todos os tipos de avião, o quarto dele está entupido.
- Ele é louco por avião, deve ter puxado ao Mateus que tem uma coleção enorme de aeronaves
- Como anda o colégio Camila? – interrompeu a conversa Luiza, ela estava extremamente incomodada, quis mudar de assunto, mas Duda e Camila ignoraram e continuavam contando como tinha sido os dias com o menino, Amanda percebeu o desconforto da loira.
Mainha está pegando no pé dela não é Camila – as meninas olharam para Amanda – Aliás mainha está pegando no pé de nós duas você acredita que a partir de segunda feira eu vou ter que trabalhar, eu Amanda Queiroz tendo que trabalhar isso é um absurdo – as meninas caíram na risada com o jeito que a morena falava totalmente inconformada. – chorei horrores, mas a mulher não cedeu, até para painho apelei e ele até disse que eu era nova demais para trabalhar, mas mainha não quis conversa.
- Já era hora né – disse Isa brincando.
- Não cunhadinha não era hora não, poxa estou nos meus plenos 22 anos, estou muito nova para ficar socada dentro de um hospital, ainda faltam 2 anos para eu me formar, até sugeri que se tivesse que trabalhar eu podia ir trabalhar na boate, um lugar bem mais agradável não acha? Porém a minha maravilhosa esposa buzinou nos ouvidos da minha mãe e ela nem quis saber.
- Se você quisesse trabalhar na boate tinha estudado administração, até hoje ainda não consigo entender o que você foi fazer na faculdade de medicina, pior como consegue passar de ano tendo a vida tão bandoleira como você tem.
- haha meu amor genética, está no sangue.
As meninas caíram na risada a conversa rolava a solta, quando o almoço foi servido foi um momento muito tenso, Antony chegou com o menino no colo ele sentou a mesa do lado de Duda, seus olhinhos não saiam de cima de Luiza que fazia ao máximo para não encará-lo ficava difícil principalmente porque ele ficava apontando para ela e chamando de mamãe Isa com tanta alegria na sua voz e um lindo sorriso na face, a vontade da loira era evaporar dali, mas com a perna quebrada ela iria para onde, o almoço terminou as meninas voltaram ao jardim, Luiza perguntava tudo o que estava acontecendo na faculdade enquanto Amanda narrava tudo minuciosamente Gabriel foi se aproximando ficou curioso com o gesso da perna da mãe meteu as mãozinhas quando Isa sentiu aquelas mãozinhas tocando em sua pele olhou e viu o menino deu um grito que assustou o garoto que começou a chorar, Duda ficou irritadíssima começou a brigar com ela.
- Não grite com ele sua estúpida - pegou o menino no colo que chorava – Não chora filho...
- Vem cá Biel – o menino se jogou nos braços de Camila que saiu com ele, Amanda foi atrás dela sabia que as coisas iam esquentar com as amigas.
Enquanto isso Andréia e Eduarda conversavam na varanda.
- Luiza esta tão abatida – comentou Andréia.
- Foi um tombo feio que essa menina levou sugeri que ela fosse a um psicólogo, mas ela se nega.
- Luiza é muito cabeça dura, o tempo que estamos trabalhando ela se mostra uma profissional impecável, mas é muito fechada, todos os estagiários acabam se envolvendo emocionalmente com os pacientes, já ela não, não perde a postura de jeito algum, essa menina tem tudo para ter uma carreira brilhante, o aproveitamento dela na clinica é maravilhoso. Ela já sabe que João Gabriel é meu paciente?
- Sabe! Não gostou nadinha embora já esperasse, pois a cabeça dessa menina está um nó.
- Quero ver se ela vai manter a mesma postura diante dele. Nem te contei coloquei Amanda para trabalhar, vou fazer essa menina crescer na marra igual o pai fez com André, no instante ele tomou jeito a mesma coisa vai ser com ela, agora você sabe Armando fica passando a mão na cabeça dela, queria até que ela fosse trabalhar na boate agora vê se esse homem tem juízo Amanda trabalhando em uma casa noturna é o mesmo que dizer vai filha caia na gandaia.
- Eduarda riu – Andréia você também... Aproveita e arrasta Maria Eduarda junto.
- Nem se preocupe com isso vou pegar ela de jeito também, agora não devido esses últimos acontecimentos, apesar de que com a chegada dessas irmãs na vida dessas duas elas mudaram muito.
- É verdade.
Assim que o pessoal foi embora Duda arrumava as coisas de Isa para voltarem para casa, a loira até que tentou argumentar, contudo não teve jeito, foi o caminho todo calada, Duda estava entre ela e o menino que olhava com a carinha de medo.
- Será que ela não percebe que não posso conviver com esse guri, é uma dor tão grande em meu coração, ele é fruto de tudo de pior que me aconteceu, não posso amá-lo, quero esquecê-lo é muito fácil dizer que ele não tem culpa de nada, difícil é sentir, difícil é não me odiar, busquei durante tanto tempo resposta porque eu? Dentre tantas meninas porque ele escolheu logo a mim que sou sua filha, eu gosto tanto dessa guria, não posso perdê-la por culpa desse... – Luiza olhou pelo canto do olho Biel brincava com um aviãozinho, Duda estava entretida no telefone. – Por culpa dele... - pensava.
Assim que chegaram ao apartamento Luiza foi direto para o quarto, Duda ficou triste, sabia que a mulher sofria, mas nem por isso ia deixar que ela maltratasse aquele garoto inocente, os dias foram passando Isa de fato contratou uma babá e um motorista como a mulher tinha pedido, Maria Eduarda deu ordens expressas para que Sara não deixasse João Gabriel incomodar Luiza, principalmente porque o humor da loirinha piorava cada dia mais, ele já tinha começado a estudar a primeira semana de convivência foram as mais difíceis, o menino era uma pimentinha, fazia tudo que Luiza mais odiava, bagunceiro que só ele, deixava os brinquedos espalhados pela casa, mexia em tudo que era objeto, uma vez ele saiu correndo do banheiro pelado rindo correndo do banho Sara ficava doidinha, ele sentou no banco do piano e começou a bater fazendo uma zuada danada Duda ria, Luiza foi ver o que era, viu o menino batendo com mas mãozinha no piano com uma graça ela se esforçou muito, engoliu o riso, tentando manter aquela postura de séria, Sara se aproximou.
– Desculpe senhora, ele fugiu enquanto eu pegava a toalha.
- Ta vendo amor, seu filho gosta de música clássica igual a você – caçoou Duda. Luiza balançou a cabeça em sinal de negação e voltou à cozinha. Na cozinha sozinha sorriu, sorriu de verdade.
A chegada de João Gabriel a vida da morena trouxe uma mudança extraordinária, ela abandou de vez a vida mundana passou a se dedicar ao filho, ficou super emocionada quando no meio da noite o menino acordou assustado tinha tido um pesadelo, acalentou o menino em seus braços Gabriel fez um pedido inocente que encheu o coração de Maria Eduarda de felicidade pediu para ela ser a mamãe dele, imagina como Duda ficou boba, Isa assistia tudo com um pesar no coração, ela foi praticamente obrigada pela esposa a fazer terapia, Eduarda tinha marcado inúmeras vezes consulta para ela que sempre arrumava uma desculpa para não ir, mas agora não tinha mais jeito Eduarda a acompanhou até o consultório de Dra. Ana, a loira não estava nervosa foi apresentada a psicóloga, entrou na sala e se acomodou respondeu algumas perguntas feitas pela mulher que eram de praxe olhava para mulher esperando que ela falasse alguma coisa mais como não falou também ficou calada, as sessões seguintes não foram diferentes Luiza passava os 50 minutos da sessão praticamente calada, era isso que acontecia, havia uma resistência da parte de Luiza o que era normal, sempre que chegava em casa a esposa perguntava como tinha sido recebia a mesma resposta o silêncio. Passou-se um mês assim, Luiza chegou ao consultório agitada, olhou para a mulher a sua frente era a primeira vez que de fato que ela falou.
- Não acredito nisso sabia? – disse Luiza com um certo nervosismo na voz – Para mim isso tudo é uma perda de tempo, vocês são um bando de interesseiros que ganham dinheiro as custas do sofrimento dos outros – sua voz foi aumentando ela começou a andar de um lado para o outro na sala e virou-se para Dra. Ana e a encarou nos olhos – Cutucam as feridas até fazê-las sangrarem, falar não ajudar em nada, só faz doer ainda mais, me diz o que você quer saber, fala alguma coisa acaba logo com essa tortura. – disse Luiza aos gritos. Dra. Ana falou em tom de voz bem baixo.
- Não quero saber nada Luiza...
Luiza olhou para mulher curiosa, sentou-se no divã.
- Como assim não quer saber nada? Você não quer me curar?
- Se você veio aqui procurando a cura acredito que veio ao lugar errado, você não está doente para ser curada, também não sou médica.
- Se não vai me curar o que vai fazer então?
- Estou aqui para aliviar seu sofrimento, administrar seus medos, seus anseios, estou aqui para ajudá-la a se libertar desse sentimento de culpa, de invasão, enfim para que isso aconteça você precisa querer, porque você esta aqui Luiza?

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Minha Doce Prostituta XXXIII

Camila caiu na risada Luiza chegou eram quase duas horas da tarde Duda estava com uma cara terrível, tinha ligado mil vezes e a loira não atendia e ainda por cima veio com um biquíni bem pequeno deixando Duda azul de raiva já que era impossível os caras passarem por Luiza e darem uma secada no seu corpo.
- Du... Por favor, desamarra essa cara. Não estou aqui.
- Chega quase na hora de irmos embora e ainda por cima vem com esse biquíni indecente...
- Falar em biquíni os quero de volta sei que foi você que escondeu.
- Te dei outros bem mais bonitos e bem mais comportados.
- Não interessa, você tem que parar com essa mania de ficar escondendo minhas roupas.
- Suas roupas são muito depravadas.
Luiza fechou a cara, não era verdade o problema que sempre que as duas chegavam em algum lugar os caras ficavam paquerando a loira o que deixava Duda enciumada, culpava as roupas dizia que eram provocantes demais. As duas começaram a discutir o que irritou Camila já que Amanda nem ligava mais, sabia do ciúme obsessivo da amiga, era perda de tempo, as coisas pioraram quando dois caras mandaram um recadinho para Luiza e Amanda dizendo que queriam conhecê-las, Amanda que já é chegada a uma provocação ainda acenou para os carinhas, que acharam que era um sim e foram se aproximando.
- Amanda se eles vierem pra cá juro que vou embora. – disse Mila.
- Então somos duas. – concordou Duda.
Amanda fez sinal para o cara mostrando a aliança, balançou a cabeça em sinal de negação, os rapazes entenderam o recado e voltaram a sua mesa. As meninas saíram da praia eram quase 17h tarde Duda e Amanda já estavam no brilho, ligaram para as amigas e marcaram de se encontrar na casa Rebeca, um pagode que fica no Pólo Pina Luiza ficou chateada porque queria pegar um cineminha com a namorada, mas não teve jeito Duda fazia questão da companhia da loira principalmente agora que ela estava trabalhando sobrava pouco tempo pras duas, a noite foi agitada até que Luiza conseguiu se divertir, dançou bastante, uma hora ou outra rolava um estresse por causa da morena, no final das contas foi agradável o final de semana. As semanas foram passando o namoro ia firme e forte assim como o ciúme da morena que começou a implicar com um rapaz que trabalhava com Luiza, ia buscar e levar a namorada para o trabalho, ficava uma arara quando Isa tinha que trabalhar nos plantões de Andréia, chegou a pedir a tia que demitisse a loira só para elas terem mais tempo juntas, claro que Isa não soube disse porém.
Maria Eduarda levou uma baita bronca da tia e um esculacho da mãe que a proibiu de se meter na vida profissional da namorada. Três meses se passaram, Luiza acordou morta de fome à noite com a morena lhe tirou as energias, ficou abismada quando abriu a geladeira, Duda a agarrou pela cintura.
- Que mania de se levantar sem me avisar. – beijou a nuca.
- Se eu continuar dormindo aqui acho que vou passar fome, não tem nada aqui. – brincou.
- Minha mãe disse que a partir do início do mês eu ia ter que cuidar das minhas coisas, ela ficou chateada por causa da confusão da batida.
- Também estou chateada.
- Amor eu e as meninas tínhamos bebido um pouquinho além da conta.
- Você não têm limite para o álcool, pensa que cachaça é água?
- Você já me castigou, ficar 2 dias sem te ver é uma puta sacanagem.
- A brincadeira de vocês poderia ter machucado alguém.
- Mas não aconteceu nada, só o carro que ficou parecendo uma lata de sardinha. – risos.
- Quando tu vai amadurecer guria! Vamos ao supermercado.
As duas se arrumaram e foram ao supermercado, Duda parecia uma barata tonta pelos corredores não sabia comprar nada, Luiza achava graça, comprou mantimento para o mês inteiro Duda encheu o carrinho de biscoito, sorvete, cerveja, uísque, redbull, salgadinhos...
- Jura que vamos levar essas guloseimas todas, viemos comprar comida.
- Isso é comida, a gente come na casa da minha mãe.
- Nada disso. – Isa tirou a metade das coisas que a morena tinha separado voltou e comprou comida de verdade, foram para a fila e a morena tagarelava. Não tinha muita gente Isa passava as compras sem dar ouvidos ao que a morena dizia.
Duda deixou o pote de sorvete que tinha aberto de lado e falou um pouco mais alto ai sim à loirinha lhe encarou.
- Você escutou o que eu disse? – perguntou fingindo de brava.
- Eu... – Isa estava tão concentrada passando as compras que nem reparou.
Duda a agarrou por trás deixando a namorada vermelha, a mulher do caixa arregalou os olhos quer dizer só ela não, algumas pessoas olhavam disfarçadamente.
- Amor está vendo você se preocupa com tudo.
- Duda... – tentou se desvencilhar dos braços da morena.
- Amor casa comigo vai... – pediu. Ela não falou nem alto, nem baixo, porém dava para ser escutada Luiza se afundou em vergonha.
- Du... – deu aquele sorriso quando você esta morrendo de vergonha mais não consegue disfarçar.
- Luiza, eu ia fazer esse pedido hoje de noite ia te levar para jantar comprei até o anel, é lindo mainha que me ajudou, quero você para sempre.
- Isa estava procurando um buraco para socar a cara e falou baixinho – Em casa agente conversa – virou-se pra terminar de passar as compras não teve coragem de encarar a operadora de caixa. Duda se pôs na sua frente encarando seus olhos.
- Deixa de ser envergonhada e olha para mim, amor você não reparou praticamente estamos casadas, dormimos todos os dias juntas, 80% das suas roupas, livros e objetos pessoais estão lá em casa, você cuida de tudo em casa, até do supermercado veja, você que resolve as broncas que aparecem, faz pagamentos... Casa comigo vai... Sei que aqui que a fila de supermercado não é o lugar mais romântico de se pedir alguém em casamento você corre toda vez que toco no assunto.
- Em casa...
Duda foi puxando Isa pela cintura à loira tentava se afastar podia sentir todos os olhares a sua volta, logo Luiza que detestava exposição.
- Diz que sim vai – deu aquele sorriso que deixava a loira toda descadeirada, não conseguia negar nada aquela doce menina.
- Ta bom.
- Ebaaaaaa... – gritou – Essa aqui é igual a carro velho só vai no empurrão - disse Duda.
A moça do caixa sorriu. A morena tentou beijá-la mais Isa fez que não. – Poxa amor eu te peço em casamento e nem um beijinho quer me dar – fez biquinho A loira caiu na risada.- Sem apelação.
- Só um...
Isa sabia que a morena só iria sossegar se fizesse isso, deu um selinho apenas sua vergonha era maior que a emoção de ser pedida em casamento de um jeito tão inesperado. Mas Duda não ficou satisfeita e meteu a língua dentro da boca da loira e não teve jeito deram um beijo apaixonado. Duda sentia-se toda boba voltou a seu pote de sorvete as pessoas olhavam uns tentando disfarçar o riso outros com cara de nojo mesmo, depois das compras elas foram para casa. A mudança foi feita na velocidade da luz, rapidamente Luiza se instalou os pais de Maria Eduarda ficaram muito felizes com a noticia, Duda fez questão de dar uma festa, queria uma big festa, mas Luiza não quis aceitou comemorar só com os amigos mesmo. A festa não foi muito diferente da do noivado de Duda foi no mesmo estilo.
Dizem que só conhecemos verdadeiramente uma pessoa depois que passamos a viver sob o mesmo teto que ela, foi assim com Luiza e Maria Eduarda, as duas perceberam que a vida de casada era bem diferente da de namoradas, não que não houvesse cumplicidade, respeito, amor pelo contrário isso aumentava cada vez mais, o problema era outro o ciúme por exemplo, se Duda se mostrava ciumenta quando apenas namorava imagina casada.
As férias de junho se aproximavam o tempo correu, Luiza sentia-se imensamente feliz, o coração finalmente se acalmou e o trabalho não podia estar melhor, embora sobrecarregada estava adorando, se destacava cada vez mais diante dos outros estagiários, era noite de quarta feira tinha saído da clínica muito tarde, Manoel um colega de trabalho ofereceu carona já que morava perto de Boa Viagem, Isa não viu mal algum pegar carona com o amigo, meia hora depois chegou em casa encontrou a morena no computador, que a olhou surpresa.
- Oi amor...
- Como você chegou? Estava esperando você me ligar para ir te buscar.
- Não precisou peguei uma carona – disse jogando a bolsa no sofá – Estou exausta.
- Carona com quem posso saber?
- Du... Sem estresse, por favor, qual é o problema de vir com um colega de trabalho?
- Quer dizer que você prefere pegar carona com um colega de trabalho do que me ligar para eu ir te buscar. – foi aumentando o tom de voz.
- Puxa vida só queria te poupar o trabalho, você não é minha motorista não para ficar me lavando a todo lugar!
- Não quero você pegando carona com ninguém, espero que essa seja a ultima vez.
- Ta, bom amor - Isa a puxou pelo braço e deu um beijo na mão da morena.
- Esse cara é bonito? – cruzou os braços e olhava séria para Luiza.
- Bonito não, ele é lindo – brincou.
Duda fechou a cara e foi direto para o quarto fechando a porta com força, Luiza balançava a cabeça em sinal de negação. Foi atrás da morena que já se ajeitava na cama, Duda virou a cara irritada, Luiza foi para o banheiro onde tomou um banho demorado, Duda estava deitada com sua mascara de dormir, Isa se vestiu e deitou abraçando a morena.
- Amor está brava só porque eu peguei uma carona?
- Não só por isso, eu mal te vejo agora, você nunca tem tempo pra mim, só quer saber de trabalhar, antes você trabalhava três dias na semana agora veio com essa historia de trabalhar todos os dias, quando está em casa você se soca na frente daqueles livros e a Maria Eduarda que se dane.
- Não fala assim...
- Falo sim, é a verdade, meus amigos vivem perguntando onde está a minha mulher, ficam falando para eu ter cuidado para você não me trocar por algum médico, ficam caçoando de mim, estou sempre saindo sozinha, Camila sempre acompanha Amanda, já eu coitada de mim, as pessoas pensam que sou solteira.
- Du... Eu não tenho teu ritmo, tu sabes o quanto esse trabalho é importante para mim, sei que ando ausente realmente, mas amor tem que entender não dá para ser casada e viver uma vida de solteiro, tu viveis em baladas de segunda a segunda, não sou assim, gosto da calmaria e já te disse isso, às vezes quero sair apenas com você, mas tu vais logo ligando para meio mundo, saiba que tu é minha prioridade sempre, te amo tanto minha abelhinha, me desculpa ta?
- Ta bom.
Isa a abraçou, Duda se aconchegou nos braços da sua esposa e dormiu, no dia seguinte tinha uma missão a executar primeiro foi para aula assim que saiu deixou Luiza na clínica e foi com Amanda e Tais uma concessionária, depois da conversa ela resolveu dar um carro a Luiza para evitar que ela pegasse carona com alguém, queria dar um super carro, mas conhecia sua esposa e sabia que ela iria reclamar, apesar de não ganhar rios de dinheiro Isa fazia questão de ajudar nas despesas domésticas da casa, achava Duda estragada demais, brigava muito com ela por causa de suas extravagâncias, Duda escolheu um crossfox amarelo, igual o que tinha antes de bater, tinha certeza que a loira ia gostar era simples, porém bem confortável, de fato Isa adorou no início achou que não deveria aceitar, contudo dona Eduarda acabou a convencendo.
Seis meses passaram desde o pedido de casamento no supermercado, um semestre complicado Luiza que pôde conhecer realmente a mulher que tanto amava, a morena não se mostrava ser só aquele doce não, deixava Luiza de cabelos em pé com seu ciúme que se intensificava mais e sua falta de responsabilidade achando que a vida era só de festa, chegava a ligar para Luiza umas dez vezes por dia, isso chegava a sufocar, principalmente agora. Sua mãe havia ligado dando notícias perturbadoras para loira, notícias essas que mexeram bruscamente com o humor da loirinha. Foram duas semanas num pavor terrível toda vez que seu telefone tocava, Duda desconfiava que alguma coisa não ia bem, achava que era por sua causa, por causa das suas cobranças, inúmeras noites escutou o choro abafado da esposa que levantava no meio da noite sentava diante do piano e começava a tocar melodias tristes, Duda sabia que a mulher sofria, queria tanto ajudar,mas ela não deixava, Luiza desde de muito cedo aprendeu a liberar suas angustias através da musica, tocava piano até seus dedos não aguentarem mais e seu coração se acalmar, sentia-se perdida sua mãe quebrou a promessa que tinha lhe feito, mais uma vez sentiu o destino lhe dando uma rasteira. Voltou pra cama e se agarrou no corpo da mulher e adormeceu.
Acordou cedo, foi até a varanda e contemplou aquela vista, sentia-se um pouco mais leve, resolveu dar uma corridinha no calçadão, devido à correria do dia a dia teve que abandonar as aulas de musculação.
- Vai sair menina? – perguntou Maria a senhora que trabalhava lá, Duda era louca por ela que cuidou dela desde bebê.
- Vou dar uma corridinha, avisa a dona encrenca.
As duas riram. Duda acordou uma hora depois olhou para o lado e não viu Isa, saiu pela casa ainda morta de sono, foi até a cozinha.
- Tia cadê Isa?
- Foi correr na praia. Ela acordou cedinho.
- To morrendo de fome faz um amarelinho pra mim faz – se agarrou na cintura da senhora a dando vários beijinhos.
- Primeiro vai tomar um banho, está com cara de bêbada que bagunça foi essa quando eu cheguei ?
- Ontem o pessoal esteve aqui tomando uma com a gente e nos empolgamos, mas quando Isa chegou botou todo mundo pra correr. – riu.
- Você não toma jeito .
Duda foi tomar banho, Isa chegou ainda a tempo de tomar café com a mulher que tagarelava fazendo mil planos para o sábado o clima esquentou quando a loirinha disse que não ia dar porque Andréia pediu que ela ficasse no lugar de Sabrina uma estagiaria que não poderá ir, Duda falou um monte e na raiva fez certas insinuações que tirou Luiza do sério.
- Chega Maria Eduarda, esse é meu trabalho, seu ciúme esta passando dos limites, tenho sido o mais paciente possível com você, mais agora já deu, nem se eu quisesse te trair teria como, você não me dá chance, me liga o tempo todo às vezes eu estou ocupada, não posso atender você fica insistindo, quando atendo só falta me engolir, implica com todas as minhas roupas, não posso olhar mais que três segundos para alguém que você já começa a fantasiar, assim não dá, não posso sair com meus amigos que você fica dizendo que estou te excluindo ou que tenho vergonha de você. Todo mundo sabe que sou casada com você, você fez questão de estampar nossa foto nas colunas sociais.
- Aqueles médicos abusados ficam te paquerando.
- Tu pensa que sou o que guria, a Angelina Jolie ? Só pode ser porque todo mundo tu diz que está me paquerando, não é assim não, você também é paquerada aos montes nem por isso fico fazendo escândalo a cada cara que te da uma cantada.
- Mas é diferente...
- Diferente uma ova! O problema é que eu confio em você.
- Eu também.
- Não confia não, você esta me sufocando Maria Eduarda, seu ciúme está acabando com nosso relacionamento, sofre você e sofro eu também, tenho uma vida independente da sua, quero uma relação tranquila, onde a confiança seja recíproca, mas a cada dia que passa vejo que somos diferentes demais, sua vida de farra constante me incomoda, até a safada da Amanda tomou jeito, sei que esse é seu jeito, mas está ficando difícil viu... Vou tomar banho para ir para clinica, volto cedo.
Luiza saiu da mesa, aquela conversa deixou a morena apreensiva, sentiu uma angustia invadir seu coração, por mais que tentava sua impulsividade predominava, tinha um medo tão terrível de que alguém roubasse sua mulher que desconfiava de qualquer pessoa que se aproximasse, foi até o quarto Isa estava no chuveiro o box estava aberto encostou na porta e ficou observando a loira tomar banho, ela nada falou terminou o banho e foi para o quarto ficou olhando Luiza se vestir.
- Vai ficar me olhando?
- A blusa amarela é mais bonita.
- Vem cá vem – Duda foi se aproximando encabulada, Isa a abraçou com carinho.
- Tenho medo de te perder.
- Você é tudo que tenho guria, te adoro de paixão.
- Posso te levar?
- Me buscar também.
- Depois poderíamos...

- Nada de agito, quero ficar em casa namorando, vendo filme...
- Fechado.
Duda deixou Luiza na clinica e voltou pra casa, depois foi buscá-la passaram o sábado como a loira tinha pedido só na tranquilidade. No domingo Isa foi passar o dia com a prima Bella, Duda pensou em ir tomar uma com os amigos Amanda já tinha ligado inúmeras vezes, mas desistiu, resolveu almoçar com a mãe, mas não demorou muito e voltou para casa.
- Boa tarde.- Gostaria de falar com uma moça que mora aqui, chama-se Luiza.
- Ela não está, saiu cedo.
- Sabe me dizer se ela vai demorar.
- Espera só um estante – Dona Duda – Duda já estava na porta do elevador.
- Oi Paulo.
- Essa dona aqui está procurando dona Luiza. – Duda olhou para mulher.
- A senhora quem é?
- Heloisa, sou mãe de Luiza.
Duda ficou surpresa abriu um sorriso e estendeu a mão.
- Prazer sou Maria Eduarda. Isa saiu, mas vamos lá em casa eu ligo para ela.
- Mamãe xixi. – Duda virou-se e encarou o menino, quase caiu o queixo quando viu aquele menino loirinho dos olhos tão azuis, a semelhança com Luiza era assustadora.
O porteiro ajudou com a bagagem da mulher subiram caladas, assim que entraram Duda mostrou onde era o banheiro, sentiu um peso no coração Heloisa voltou com o menino pegado na mão, Gabriel soltou da mão da avó e gritou diante do porta retrato.
- Mamãe Isa, mamãe Isa.
Duda não conseguiu assimilar os gritos do menino diante da foto de Luiza, é isso mesmo mamãe Isa, milhões de coisas passaram se em sua mente, suas pernas ficaram bambas, Heloisa pegou o menino pelo braço e o repreendeu, viu a cara assustada de Maria Eduarda. Heloisa passou a vista no apartamento discretamente.
- Luiza mora aqui?
- Mora sim senhora.
- Arrumou um trouxa pra sustentá-la. – ironizou.
- Sua filha é casada comigo – disse Duda encarando a mulher.
- Me desculpe, não sabia que Luiza além de prostituta era lésbica também.
- Vou ligar para minha ESPOSA, fique a vontade. – Duda olhou para o menino mais uma vez e saiu da sala, correu para o quarto suas mãos tremiam, ligou para mãe.
- Oi filha!
- Mão Isa tem um filho.
- Calma - pediu - Fala pra mainha o que houve?
- Vem pra cá agora a mãe de Luiza ta aqui e tem um menino que é a cara dela, ele chamou ela de mamãe Isa. É tão bonitinho ele mainha...
- Maria Eduarda, você ama sua esposa ?
- Amo.
Vai fazer alguma diferença se esse garoto for realmente dela?
- Não mãe, não vai.
- Estou orgulhosa de você, escuta Luiza vai precisar mais do que nunca de você agora.
- Vem para cá.
- Não filha, acho que está na hora de Luiza encarar seus fantasmas.
- Vem para cá mãe, não sei lidar com isso, estou com um mau pressentimento, eu imploro.
- Está bem eu vou.
Duda ligou para Luiza.
- Oi amor.
- Isa, vem para casa.
- Du...
- Sua mãe está aqui.
Luiza deixou o telefone cair da sua mão, um peso caiu sobre ela, Bella a olhava assustada, pegou o telefone.
- Alô!
- Isa?
- Não é Bella o que disse a Luiza, que ela está aqui em choque.
- A mãe dela esta aqui, trás ela para cá.
Bella desligou o telefone, Luiza permanecia imóvel.
- Ela cumpriu a ameaça, Bella, ela veio destruir minha vida.
- Ele está morrendo.
Luiza pegou a bolsa e Bella a acompanhou, Isa foi o caminho todo apenas chorando, chegou ao prédio, sentiu um turbilhão dentro de si, o elevador chegou, Bella lhe deu um abraço de apoio, abriu a porta do apartamento entrou vagarosamente na sala, e era ela mesmo sentada no sofá conversando com Eduarda, Duda sentada ao lado, o pior pesadelo de Luiza aconteceu, viu o menino saindo do colo de Heloisa correndo em sua direção, gritando – Mamãe Isa... – se agarrando em suas pernas, Luiza sentiu uma dor terrível, não teve coragem de encarar o menino que continuava abraçando, todos se levantaram, Heloisa se aproximou e pegou o menino no colo, os olhos do garotinho faiscavam de felicidade ao conhecer a mãe.
- Camila sempre disse que você era mãe dele, costumava mostrar suas fotos, todas as noites ela falava de você a ele.
Luiza virou o rosto pra não ver a cara do menino.
- Ele é seu filho Luiza.
- Eu não tenho filho. – gritou tão alto que o menino se assustou.
Eduarda se aproximou, Bella também, Duda permanecia no mesmo lugar olhando não conseguia raciocinar.
- Me da ele aqui tia.
- Melhor levá-lo daqui. – sugeriu Eduarda
Luiza e Heloisa duelavam com o olhar, Bella saiu do apartamento com o menino no colo e foi para a casa de Camila, a loira ficou surpresa ao ver o irmão, Amanda também, Bella explicou que sua mãe estava na casa de Duda e que tinha pedido para ela ficar com Gabriel. Depois voltou a casa de Isa.
- Ele não é meu filho – repetia Luiza gritando desorientada, procurou o olhar da sua menina.
- Calma amor. – Duda a abraçou.
- Ele não é meu filho Du...
- Ele é seu filho.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Minha Doce Prostituta XXXII

- Um abraço está de bom tamanho – de novo. Cara que estupidez é essa, pensou Isa.
Duda ia abraçá-la mais o professor entrou na sala e todos foram para os seus lugares, Isa não tirava o olho do relógio, Duda sorria baixinho, realmente sua mãe tinha razão ela estava conseguindo conquistar de novo sua loirinha, quando o sinal bateu Isa se colou na frente da cadeira de Duda.
- Meu Deus realmente estou desesperada por um abraço – pensou.
Duda então o fez deu um abraço apertado na loirinha, que prolongou o quanto pode, ainda ganhou um selinho demorado ficou toda boba, Fabio tinha perdido a primeira aula, chegou abraçando Luiza a levantando do colo, rodando ela pela sala ele e os amigos cantaram parabéns Isa se acabava de rir, Duda ficou a ponto de pular no pescoço daquele abusado, Amanda percebeu de cara e puxou a amiga para fora da sala, conhecia o ciúme de Duda e achou melhor não arriscar.
- Você viu aquele imbecil arrancou ela de mim, eu vou dar na cara dele. – disse voltando para a sala Amanda a segurou.
- Tu não vai dar na cara de ninguém, sossega, ela ainda não é tua, temos duas aulas vagas, a ultima aula é insignificante, vamos fazer compras é isso que tais precisando.
- Tem razão amiga, vou aproveitar e comprar um presente bem lindo para ela.
- Hoje tem balada está na hora de tu partir para o ataque não acha?
- Não, sem ataque, sem jogo de sedução, quero que role por vontade de ambas, juro Amanda que se eu conseguir recuperar Isa nunca mais eu desgrudo dela.
- Coitada! – Amanda balançou em sinal de negação rindo.
Amanda e Duda passaram a tarde toda batendo perna no shopping atrás de um presente pra Isa, comprou inúmeros mais nem um que ela achasse que fosse especial, lembrou da estátua saiu correndo puxando Amanda pelo braço até a galeria, por sorte ela ainda estava lá.
- uau! Que linda – disse Amanda – Quero ela pra mim.
- Tira o olhão, ela já é minha.
- Você não gosta de arte.
- Minha mulher é uma pessoa muito culta, curte essas coisas, ela ficou babando por essa estátua, vou dar para ela.
Duda comprou a peça, nem queiram saber quanto custou, pediu pra entregar no endereço de Isa junto com um cartão bem romântico que ela escreveu, satisfeita foi até o cabeleireiro queria estar belíssima, pois a noite prometia.
Luiza gritou, mais gritou tanto que o vizinho da frente foi ver o que era, era felicidade amou o presente principalmente a mensagem da morena, ligou para agradecer o presente as duas ficaram como duas bobas apaixonadas cheias de dengo fim da ligação. Isa resolveu se produzir, sabia que Duda iria também para boate. 23h40min os amigos chegam e ficam esperando na porta da boate como é de praxe Amanda e Duda convocaram todos os amigos, reservaram uma ala da boate só para os amigos, Isa chegou com Bella e o namorado dela, avistaram logo as meninas que bebiam e dançavam já que o som do carro do Pedro estava ligado, Lucas agarrou a loira mais deu tanto cheiro, tanto beijo, depois os meninos queriam fazer o mesmo, mas Duda nada ciumenta foi logo puxando Isa pela mão para trás dela.
- Sai pra lá bando de urubu. – o povo caiu na gaitada, Isa ficou toda envergonhada.
Entraram na boate, beberam, dançaram, Isa curtiu muito a noite, quando deu umas 3 horas da manhã Amanda resolveu dar um ninja em Camila que ficou procurando por ela e nada, na verdade ela estava lá na parte de cima, na outra ala, se agarrando com uma ex, ela deu azar, Duda sem saber levou Camila até lá, Camila quase teve um treco quando viu a morena sendo amassada por uma ruiva gigante, Duda olhou para Camila atônita não sabia o que fazer, Camila ficou tão vermelha de raiva virou-se e saiu, Duda foi atrás dela.
- Você não...
- Não, não vou me atracar com as raparigas de Amanda.
- Vamos lá colocar aquela vadia para correr, ela deve ter agarrado Amanda a força.
- Duda, conheço muito bem minha esposa, nunca esperei fidelidade dela, quando me entreguei a ela sabia que isso aconteceria, mas o amor é burro, que ela fizesse, mas que no mínimo fosse longe dos meus olhos. – Camila voltou para pista de dança, Luiza olhou pra ela como se tivesse perguntando se tinha acontecido algo, ela respondeu que não, começou a dançar normalmente, quando viu Amanda com a cara mais cínica se aproximando não teve demora tomou uma dose de uísque, subiu no queijo, não faltou marmanjo para babar em cima da loirinha, que começou a dançar bem sensual, Amanda ficou furiosa, ficou em abaixo olhando para cima, os amigos foram se chegando, Camila lançou olhares provocativos para o carinha que ficou babando em cima dela, ela deu um sorriso descarado para Amanda e uma piscada depois deu um beijo daqueles no carinha que só faltava engolir a loirinha todo mundo ficou pasmo com a cena, Amanda não conseguia mover um músculo, pense no beijo, Duda olhou para Luiza que ficaram sem entender nada, quando a loirinha terminou o beijo desceu olhou para cara da morena que já estava chorando de raiva.
- Gosto muito de tu guria, mas repito te dou o que me dais. – virou-se para se afastar, Amanda segurou Camila pelo braço.
- Não...
Camila não a deixou falar.
- Se tu pensa sou as tapadas que tu costumavas pegar está muito enganada – falou aos gritos queria que todos escutassem mesmo – Você escolhe Amanda se quer uma mulher ou uma rapariga, porque se me carnear eu te corneio.
- Camila – Luiza se meteu.
- Não te metes Luiza, Amanda sabe muito bem do que eu estou falando, se ela não acreditou o problema é dela. E sabe de uma coisa vamos para casa é agora. – Camila segurou no pulso da mulher e saiu rebocando ela pra fora da boate, Isa queria ir atrás da irmã, mas Duda não deixou.
Camila e Amanda foram discutindo, a morena se corroia de raiva esperava tudo menos que Camila fosse cumprir as ameaças, chegaram em casa ainda brigando. Amanda resolveu tomar um banho pra acalmar os ânimos e Camila também, só que em banheiros separados, quando voltou a morena já estava de pijama aninhada na cama, Camila estava nua olhou para esposa séria.
- Odeio quando tu me faz raiva sabia.
- Você me humilhou – disse a morena com a voz trêmula - Beijou aquele cara na frente de todos os meus amigos, não fiz nada com você.
Camila deu uma risada debochada – Não fez e a vadia que você estava pegando lá em cima? Pensas que sou idiota é? Vi você flertando com ela ou vai mentir?
- Ela que me agarrou. – fez cara de vítima, mas com a loirinha não funcionava.
- Aquele cara também, mas sabe de uma coisa cala a boca, que já estou cheia de brigar. Camila foi escalando o corpo da morena.
- Quero fazer amor bem gostoso, vem cá vem.
Camila beijou Amanda o fogo foi logo subindo, arrancou o pijama da morena, deixando toda nua, foi beijando da boca, seios, barriga até chegar o sexo da morena que pulsava de desejo, chupou com vontade, arrancando gemidos altos, ainda bem que os pais dela tinham viajado, fez amor com a morena de todas as formas possíveis e imagináveis, deixou a coitada arrasada.
- Piralha tu acaba comigo – disse Amanda acabada de cansaço mudou de posição ficou por cima de Camila encarou aqueles olhos azuis que a fascinava – Me perdoa, sou uma cachorra mesmo, Mila senti um troço muito estranho quando te vi com aquele mané, nunca mais quero sentir isso.
- Te dou o que me dais Amanda.
Amanda ficou a encarar aquela imensidão azul, sabia que teria que mudar, não queria dividir Camila com ninguém, gostava demais dela, deu um beijo suave, depois fizeram amor mais uma vez, dormiram agarradinhas.
Enquanto isso na boate, a festa continuava, Luiza não gostou nada de ver uns caras dando em cima de Duda, embora soubesse disfarçar bem seu ciúme, mas tinha um lá que já estava deixando Isa fula, tentou roubar um beijo da sua morena, foi ai que ela puxou Duda.
- Estou cansada me leva para casa.
Duda fez que sim estava doida pra se livrar daquele mala, as duas saíram da boate, a contra gosto de Isa, Maria Eduarda foi dirigindo mesmo tendo bebido horrores, mas a morena nem tinha chegado no brilho ainda, pararam num sinal Luiza mordia os lábios inferiores estava nervosa, Duda a encarou.
- Que foi? – perguntou.
Isa não se aguentou e puxou Duda para um beijo ardente, mas a morena foi diminuindo o ritmo do beijo para um calmo e delicado, suas línguas brincavam uma com a outra, Isa não conteve sua mão que já estava na perna de Duda, a morena ficou toda arrepiada quando sentiu os dedos de Isa tocando sua calcinha, a respiração ficava forte. Duda arriscou.
- Quer ir para um motel? – baixou a cabeça, tinha vergonha da própria pergunta.
- Nunca mais quero entrar num motel novamente – falou enquanto beijava o pescoço da morena.
- Sua casa ou a minha? – sussurrou.
- A sua é mais perto. – Isa deu um sorriso safado, Duda saiu cantando pneu para casa.
Chegaram ao apartamento rapidamente subiram no elevador no maior amasso, Duda abriu a porta Isa foi logo encostando a morena na parede jogou todo seu corpo em cima dela tinha tanta saudade, Duda a beijava com uma calma que deixava Isa molinha, molinha, pegou na mão de Isa e saiu puxando para o seu quarto. Isa já ia apressada arrancando o vestido, mas Duda a impediu.
- Deixa que eu tiro – pediu a morena, Isa deu as costas e Duda desceu abriu o fecho do vestido, ficou a beijar suas costas com delicadeza, dando mordiscadas no pescoço, passando a ponta da língua na parte interna do ouvido arrancando vários gemidos da loira.
- Senti tanto sua falta Du... – disse baixinho.
Duda deixou que o vestido caísse no chão, a virou de frente olhou de cima embaixo sua amada a puxou para cama, Isa deitou a morena ficou a beijar cada cantinho do seu corpo, levantou-se e tirou sua roupa queria sentir sua pele sobre a pele da loirinha, aqueles olhos negros faiscavam em desejo, Luiza não teve paciência puxou-a pra cima depois trocou de posição, beijou e chupou os seios da morena olhou para Duda e deu um sorriso safado deu uma mordidinha no biquinho do seios dela que a morena deu um gritinho de dor, desceu rapidamente beijou e mordeu toda extensão da virilha deixando as marcas de sua mandíbula.- Cachorra isso dói... – disse cheia de dengo.
Isa subiu até o ouvido dela e sussurrou – É pra doer mesmo. – deu dois tapinhas no rosto de Duda que caiu na risada com a cara de tarada de Luiza.
- Amor você estou com medo de você! – Minha tarada, safada – a loirinha beijou carinhosamente, suas mãos desceram até aquele sexo pulsante, a penetrou de uma vez, no inicio Duda sentiu um pouco de desconforto, mas depois foi ficando gostoso, a morena arranhava as costas da loirinha que aumentava cada vez mais o ritmo das estocadas, Duda gemia alto o que deixava Isa ainda mais louca sentiu que ela ia gozar tirou os dedos rapidamente levantou o corpo abriu as pernas da morena, desceu a boca e chupou com vontade, não demorou muito, não queria que a morena gozasse não agora, levantou as pernas dela se encaixou, sexo com sexo, isso gerou uma excitação enorme para as duas, Isa segurava as pernas de Duda no alto e se esfregava naquele sexo, Duda se remexia toda sentia o sexo de Isa todo meladinho, as duas gemiam de prazer, - Mais, amor, maiss... – pedia a morena Isa colocou todo peso do seu corpo naquela posição aumentando o atrito, gozaram demoradamente uma sobre o sexo da outra.Isa soltou as pernas de vez estava fraca, se deitou em cima de Duda colocando o ouvido em seu coração, Duda mexia nas madeixas loiras de Isa fazendo cafuné enquanto suas respirações voltavam ao normal.
- Du...
- Oi amor.
- Queria te fazer uma pergunta. – Isa tinha insegurança na voz.
- Faça oras!
- Houve alguém. – Isa perguntou tão baixinho, Duda podia sentir o medo em sua voz, ela se levantou e sentou Isa foi obrigada a se sentar, levou suas mãos até o rosto da sua loirinha que fechou os olhos enquanto recebia carinho na face.
- Olha para mim – os olhos se perderam um no outro – Sou mulher de uma única mulher, não importa quantos olhem pra mim, não importa quantos me desejem, sou apenas sua, quero ser apenas sua.
- Não tenho nada a te oferecer hoje Duda sou apenas uma simples estudante, minhas finanças são bastante limitadas, não poderei te levar aos lugares que costumas ir, nem te dar presentes caros, não tenho a vida agitada como você, gosto de tudo que é simples, se você tiver querendo um relacionamento tranquilo, sério, onde há muito amor e respeito, te prometo ser fiel, fazer amor todos os dias e de te cobrir de amor, queria que você fosse minha namorada.
- Está me pedindo em namoro?
- Estou guria, você sabe de tudo que fui e de tudo que fiz, te adoro de paixão e já vi que esse sentimento não vai acabar ele só tende a aumentar, quero ter você de verdade sem mentiras e sem segredos, mas não suportaria se maltratada por ti, não quero que a cada briga que tivermos tu jogue em minha cara o que fui, não espere que eu te conte uma historia triste que entrei na prostituição para ajudar minha família ou porque fui abandonada como muitas que conheci por ai, minha origem não é humilde Maria Eduarda, venho de uma família tradicional de Porto Alegre, minha mãe é uma artista plástica e também professora de arte na faculdade, meu pai é engenheiro civil e também professor , minha família é de classe média pode se dizer que alta, fui prostituta por escolha, certo. Nem toda puta vem da pobreza, fiz uma escolha apenas.
– Isa chorava aos soluços.
- Luiza... – Duda lançou um sorriso amável – Um novo recomeço.
- Isa tentava parar o choro – Um novo recomeço...
Duda beijou os olhos de Isa com carinho, secando suas lágrimas – Você é minha agora, vou cuidar de você minha abelhinha – selou os lábios a loirinha entreabriu a boca, Duda chupava sua língua vagarosamente, podia sentir o gosto salgado daquelas lágrimas que insistiam em escorrer foi um beijo demorado, um beijo de amor, de recomeço, Duda deitou Isa e começou a fazer o que mais gostava começou beijando cada cantinho do rosto, pescoço, colo, seios, parou ali onde beijava e mamava com desejo, desceu lambendo, beijando aquela barriga sequinha, passou a pontinha da língua dentro do umbigo da lourinha que se contorcia, lançou um sorriso malicioso, foi até a perna dela, começou a beijar da ponta do pé até a virilha, fazendo o mesmo que a loirinha tinha feito mordendo e beijando, suas mãos arranhavam a parte interna da coxa, explorou cada lugar, beijou todo sexo arrancando gemidos baixinhos, queria torturar mais, porém Isa empurrou a cabeça da morena, sua língua corria solta la dentro, Isa subia o quadril, Duda cravou as unhas na coxas da namorada.
- Mais forte, mais forte... Minha abelhinha toma meu melzinho toma...
Duda passou a chupar com mais força aquele sexo, dando leves mordidas no clitóris, a loirinha via estrelas, a penetrou fazendo um vai e vem gostoso, contudo sua mulher queria mais, então colocou um terceiro dedo, aumentando o ritmo cada vez mais, Isa sentiu o orgasmo chegando, subiu o corpo de repente a morena a olhou assustada.
- Vira pra cá, quero tu gozando na minha boca também.
Duda ficou sem jeito nunca tinha feito um 69 Isa a posicionou deu dois tapinhas no bumbum dela se apoiou e voltou a chupar o sexo da lourinha, sentiu a língua da outra correndo em todos os locais possíveis, uma nova onda de excitação tomou conta do seu corpo, chupou com mais vontade ainda e não demorou muito pra sua mulher gozar demoradamente, sugou todo mel daquele sexo, estava chegando ao auge também, mas Isa quis mudar de posição de novo, mandou que ela sentasse no seu rosto e começou a penetrá-la com sua língua, depois indo e vindo, Duda não conteve os gemidos começou a gemer cada vez mais alto, rebolando sobre aquela boca gozou não só uma mais inúmeras vezes, não tinha mais força nas pernas, por pouco não caiu em cima da loira sentou-se ao lado.
- Vem cá, sua abelhinha que mais mel... – Isa estava cheia de desejos.
- Você é uma chupona sabia me sugou todinha.
Luiza fez biquinho à morena até que tentou, mas Isa se enfiava entre as pernas de Duda, deixando rastro de saliva pela barriga até chegar novamente ao sexo, ela deu uma chupada nos lábios do sexo de Duda que ela viu estrelas, deu vários tapas bem fortes no ombro da loira.
- Vai arrancar é... Isso dói sua selvagem... Minha buceta não é elástica não...
- Isa sorriu – Tenho muita saudade acumulada, quem manda ter uma buceta tão gostosa... – Isa foi pra cima de Duda enchendo ela de beijos – Amor você tem aquela cinta ainda?
- Quer usar aquele troço em mim?
Isa fez que sim com a cabeça, Duda acabou deixando a loirinha matar todo seu desejo, desejo de ambas, afinal ela estava adorando a safadeza, fizeram amor até a exaustão.
As duas dormiram entrelaçadas uma na outra, Maria Eduarda acordou primeiro estava com o corpo exausto à noite tinha sido longa, a morena olhou pra Luiza que dormia tranquilamente deu um sorriso toda apaixonada, depois deu um beijinho na bochecha, levantou-se pensou em fazer uma surpresa vestiu uma calcinha e foi para cozinha, a empregada estava de folga no sábado, então ela mesmo resolveu preparar um café da manhã para sua amada, separou uma bandeja, tirou maçã, uvas, iogurte, passou meia hora tentando fazer um suco de laranja, tentou fritar ovos, se queimou todinha, afinal ela nunca tinha feito isso, preparou uns sanduíches, como não sabia bem o gosto da namorada então resolveu levar tudo, a bandeja tinha ficado bonita, ficou satisfeita foi até o quarto, abriu as cortinas deixando a luz do sol entrar, avistou a praia de Boa Viagem estava um dia lindo, a maré baixa, voltou seus olhos para a mulher nua em sua cama, contemplou aquela imagem Isa dormia tranquilamente, achou que ela estava sonhando com alguma coisa boa pois tinha um sorriso singelo na face, Duda escalou o corpo da namorada dando muitos beijinhos.
- Acorda dorminhoca...
- hummm. – Isa abriu os olhos e sorriu – Não estou sonhando não...
- Bem só se for um sonho bem real. – disse sorridente.
- Ganhei meu dia – Isa puxou-a e deu um beijo.
Duda se afastou e pegou a badeja enquanto Isa sentava na cama.
- Olha que eu preparei especialmente para você.
Isa a olhou toda boba.
- Que bonitinha, trouxe café da manhã para mim, amor desse jeito me acostumo mal. – deu um selinho na morena.
- Preciso alimentar bem a minha abelhinha, espero que goste.
- Já amei, come comigo.
Isa foi com entusiasmo direto nos ovos mexidos com bacon adorava, deu a primeira garfada quase cuspiu na cara da morena.
- Está ruim ? –fez cara de tristeza.
- Não... – Isa não queria mentir porém o ovo tinha muito sal e tinha vários pedaços de casca também. – Apenas esta um pouquinho salgado. – disse cuspindo o ovo no guardanapo. – Adoro suco de laranja é minha bebida favorita – deu um gole no suco quase se engasgou com as sementes, Duda ficou assustada bateu nas costas de Isa enquanto ela tossia.
- Desse jeito eu vou é te matar. – disse entristecida.
- Hei – Isa levantou o rosto dela – Eu amei de verdade, o que vale é a intenção cozinhar não é seu forte... – brincou.
- Isso é uma vergonha sendo filha da melhor cozinheira da cidade, não saber fritar um ovo sem 1 kg de sal e casca dentro. Sou uma inútil mesmo.
- Bem tem outras coisas que você sabe fazer muito bem – disse cheia de malícia tirando a bandeja do seu colo e colocando em cima da mesinha ao lado da cama, depois indo pra cima da morena.
- Isa tu quer de novo? – disse brincando.
- Falei que íamos fazer amor todos os dias, ontem foi um dia hoje já é outro. – risos.
- Jesus eu vou não sei se vou dar conta desse fogo todo.
- Há, vai sim, eu te adoro de paixão...
- Eu também te adoro de paixão....
As duas fizeram amor a manhã toda só pararam porque Eduarda tinha ligado para filha pra almoçarem juntas, Isa passou rapidamente em casa só o tempo de pegar umas roupas Duda pediu para ela ficar em sua casa no fim de semana, depois foram almoçar, pareciam duas esfomeadas, mal conversaram comeram até não aguentarem mais, Eduarda estava felicíssima pelo namoro, deu mil recomendações a filha para não aprontar, passaram o final de semana inteiro grudadas uma na outra.
A segunda feira começou agitada, Duda chegou à faculdade de mãos dadas com a loira arrancando os olhares curiosos, entram na sala e logo começou os cochichos, um amigo de Luiza veio cumprimentá-la, Duda encostou logo, o rapaz sem saber deu um beijo que sem querer bateu nos lábios da loirinha, deixando a morena irritada, Isa arrumava suas coisas na bancada, cumprimentando um e outro que chegava Duda subiu em uma cadeira e gritou aos quatro cantos que Luiza Lafaiete era sua namorada, a lourinha roxa de vergonha, principalmente quando a morena gritou que ia furar os olhos de quem ousasse olhar para sua mulher, ela falou isso diretamente para o Fabio que estava próximo dali e a olhava, muitas pessoas levaram na brincadeira outras olhavam com certo repúdio.
- Desce já daí guria – mandou Isa puxando ela pelo braço. – Tu é doida demais.
- Doida por você meu amor... – gritou.
Duda desceu deu um selinho na namorada e sentou-se pôde escutar o burburinho das pessoas comentando, risos e olhares preconceituosos, ela não tinha noção que nem todo mundo via com bom olhos esse tipo de relação, uma garota começou a fazer comentários maldosos, Isa pediu para ela não responder a provocações, a morena sentia-se incomodada não estava a costumada a lidar com o preconceito das pessoas, a aula tinha começado e os comentários iam aumentando, Suzy a garota que estava conversando conhecia Duda há muito tempo, frequentava quase os mesmo lugares encontrou diversas vezes com Luiza e Aroldo, não se sabe o que ela falou com as amigas que caíram na risada Duda se irritou se levantou da cadeira e foi falar com elas.
- Posso saber o que tantos vocês fuxicam?
- Não é da sua conta.
- Torna-se da minha conta quando eu sou o motivo da piada.
- Não diga - falou em tom de deboche, as três garotas começaram a rir. – É uma vergonha essa universidade esta virando uma sapataria mesmo, ou melhor, dizer um prostíbulo. – ironizou.
Maria Eduarda não pensou duas vezes e lascou a mão na cara da garota que sentiu sua face queimar. A garota se levantou da cadeira e empurrou Duda que acabou caindo em cima das outras cadeiras vazia, Luiza correu para cima, Amanda também, a morena se levantou e foi para cima da outra garota com ódio, foram tapas pra lá, puxões de cabelos pra cá, a morena estava possuída as outras duas amigas de Suzy entraram no bolo. Isa tentava puxar Duda.
- Duda para com isso.
- Me solta vou quebrar os dentes dessa baiacu dos infernos.
- Sapatão asquerosa... Além de sapata ainda namora uma puta...
Mal a ruiva terminou a frase e Luiza partiu para cima dela, Luiza derrubou a garota ficou por cima dela e começou a esbofeteá-la, enquanto Amanda e Duda se atracavam com as amigas dela.
- Olha aqui sua cadela se eu dou minha buceta para um homem ou uma mulher não é da sua conta, você não paga minhas contas nem lava minhas calcinhas, lava a boca pra se referir a mim ou a minha namorada você esta me entendendo? – dizia a loira enfurecida.
Era o maior alvoroço ninguém queria se meter para apartar a briga, pelo contrário o povo se a amontoava para ver, os seguranças do campus chegaram as seis foram escoltadas para coordenação, foram todas suspensas.
- Aquela baiacu dos infernos me paga, vou dar um cassete nela que ela nunca mais vai ousar olhar para nós.
- Calma amor...
- Amiga até que foi bom, não estava afim de assistir aula mesmo vou aproveitar é pegar a minha gatinha no colégio. Fui. – disse Amanda.
- Você ouviu o que ela disse Isa?
- Sim, mas sair na porrada toda vez que sofrermos algum tipo de preconceito não vai ajudar em nada.
- Pois alguém ouse te ofender, parto lhe a cara.
- Que mulher mais brava que fui arrumar – brincou.
- To falando sério... – Isa a calou com um beijo.
Depois dessa briga ninguém mais ousou a falar nenhuma gracinha com as meninas, Luiza estava super animada seu estágio tinha começado era um pouco puxado ela saia da faculdade e ia direto para o estágio, porém o esforço era recompensado estava aprendendo muitas coisas, de fato Andréia era muito exigente, atolou Luiza de trabalho o que não incomodava em nada a loirinha, Camila e Amanda estavam ótimas o beijo que ela deu na boate foi um santo remédio para as raparigagens da morena que agora pensava mil vezes antes de dar bola para alguma piriguete, até porque Camila também não lhe dava oportunidade fazia marcação cerrada, queria sexo nos momentos mais inesperados, deixando sempre a morena arrasada na cama, era uma noite de sexta feira, faziam 4 meses de casadas mandou a morena levá-la para jantar, depois foram dançar um pouco e voltaram cedo para casa, Camila controlava cada copo de uísque da morena que se deixava dominar pela esposa.
- Amor já bebeu demais, vamos para casa hoje quero fazer um amor bem diferente.
Amanda olhou pra mulher desconfiada a cada dia que se passava Camila sempre chegava com uma nova surpresa, Amanda que é Amanda ficava admirada com a imaginação e o apetite sexual da loirinha, finalmente tinha encontrado alguém que lhe satisfazia. Chegaram em casa a e loira puxou Amanda para o quarto.
- Vem vamos tomar um banho bem gostoso – disse cheia de malícia, as duas tomaram um banho nada inocente.
- Delicia vem cá vem...
- Nada disso se enxuga e deita na cama – a morena como sempre obediente, Camila foi ao closet pegou duas bolsas e deixou no banheiro, Amanda já estava deitada na cama, Camila subiu na morena que pôde ver as algemas.
- uiii vai me prender é...
- Vou sim, vou ser malvada com você – deu dois tapas no rosto de Amanda.
- Assim você me mata pirralha .
Camila puxou uma bancada de baixo da cama que tinha mandado fazer especialmente pra essa ocasião Amanda observava tudo calada, sabia que podia esperar uma noite bem deliciosa, a bancada ficou no pé da cama, subiu um pouco ficando um pouco a cima do colchão dando uma visão de baixo para cima a morena.
- Não me diz me diz que você vai fazer um strip? – Camila continuava a arrumar as coisas, depois voltou ao banheiro e apagou a luz do quarto deixando só a luz da tv ligada na parede, no banheiro a loira escolhia a fantasia, dias atrás tinha ido com a cunhada fazer umas comprinhas, já que Luiza enrolou e não a levou, escolheu a de mulher gato, porque queria inaugurar o seu chicote, vestiu a fantasia, maquiou-se lindamente, colocou as luvas negras, escolheu uma Sandália bem alta de salto agulha, soltou as madeixas, por ultimo colocou a mascara de mulher gato, sorriu com sua imagem no espelho, pegou o chicote, entrou no quarto caminhando lentamente acendeu apenas uma luz que ficava perto do closet, iluminava apenas o mini palco, Amanda não podia acreditar na mulher que entrava, seu sexo pulsava descontroladamente.
- Jesus... Dessa vez você se superou Camila...
Camila subiu cada degrau de um jeito muito sensual, mostrou o seu novo brinquedo.
- Hoje tu vais sentir o peso do meu chicote. A loira deu duas chicotadas no corpo da morena que delirou – Sei que não faz parte da fantasia, mas achei que o chicote era perfeito para a ocasião. – colocou o chicote de lado, apertou o play e começou a dançar a musica Halo de Beyoncé ela começou a dançar sensualmente, os olhos de Amanda faiscavam, Camila dançava ao ritmo da música as aulas de dança estavam surtindo efeito ela pediu para sua professora fizesse uma coreografia especialmente com essa musica, Amanda não conseguia fala uma só palavra ficou babando diante daquela menina mulher que rebolava, requebrava, tudo pra ela, a loirinha dançava olhando naqueles olhos, dançou mais três musicas, depois foi engatinhando sobre o corpo da sua morena.
Ta vendo Amandinha o que sua gatinha faz pra você – deu uma mordida na orelha.
- Mila... – sua boca foi invadida pela língua apressada da loirinha suas mãos apertavam os seios.
- Te amo demais Manda...
- Eu também Mila, não quero mais ninguém na minha vida, encontrei um amor de verdade...
Camila a encarou viu verdade naqueles olhos cor de mel.
- Tu me pertences morena safada! – Camila levantou pegou seu chicote e deu dois tapas no rosto dela com a ponta - Amor adorei isso aqui – chicoteou a deixando marcas pelo corpo moreno. – Eu te domei, a piralha aqui te domou.
Camila usou e abusou do corpo de Amanda, depois a soltou à morena arrancou cada peça da fantasia fizeram amor até não aguentarem mais.
Dia seguinte elas marcaram com Duda e Luiza na praia. Duda não pode deixar de reparar quando Amanda tirou a saída de praia.
- Amiga que isso ? Tia Andréia bateu em você foi? – disse diante das inúmeras marcas roxas. Camila ficou vermelha de vergonha Amanda deu uma gaitada.
- Ta vendo Mila o mico que você me faz passar, foi essa selvagem me pegou ontem, além de me arranhar todinha me deu uma surra de chicote, acho que ela pensou que eu era um...
- Cala a boca - ordenou Camila.
Amanda a agarrou dando beijos.
- Duda estou pagando meus pecados, nunca fui de correr da parada mais essa loirinha me deixa no chinelo.
- Pois então é de família porque Luiza também tem me dado um trabalho danado, aquela lá é uma tarada, devassa quer a todo estante nunca vi tanto fogo.
- Vou tomar um banho e volto já. – disse Camila.
- Finalmente você tomou jeito né.
- Amiga quem tem Camila não precisa de mulher nenhuma, ela não me dá uma folga acho que ela está andando muito com você é marcação cerrada. – brincou.
- Ela que está certa você é muito leviana.
- Era, minha querida, nunca mais pulei a cerca, estou andando na linha.
- Sei... – arqueou uma sobrancelha.
- Amiga não tenho porque mentir para você, estou dizendo nunca mais pulei a cerca, Camila é doida, se ela pega me pega no flagra eu estou ferrada quero essa mulher só para mim.
- Quem diria a Amanda apaixonada e FIEL.
- Apaixonada não, extremamente doida pela minha oncinha.
- A água esta uma delícia. Duda me diz uma coisa tu já usasses a fantasia.
- humm até você é?
- Não eu morro de vergonha, Isa vai pensar o que de mim.
- Ela vai adorar, Luiza é uma mulher experiente né, amiga conheço aquela mulher... – não teve tempo de terminar a frase, Duda olhou com cara feia e Camila lhe deu um beliscão no braço.
- aiii desculpa, não fiz por mal. Só queria dizer que é legal variar um pouco, você não deve ter vergonha da sua mulher falar em mulher quando é o casório?
- Nem me fala, ontem briguei com ela justamente por isso, ela não quer morar comigo fica dizendo que é muito cedo.
- E não é? Não tem nem dois meses que vocês se acertaram de vez.
- Não sei se vocês repararam, mas eu e ela estamos tendo uma vida de casadas, todos os dias ela dorme lá em casa, quando isso não acontece eu durmo na casa dela, ela mesmo diz que não consegue mais dormir longe de mim e você não pode falar nada Camila você casou com Amanda em tempo recorde.