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sábado, 8 de setembro de 2012

Fire - Laços Heróicos - Cap. 3

Cap- 3 – Oretorno.

03:00 damanhã...

Fênixaguardava a van que descarregaria a carga próximo ao porto deBeltcity. Depois de semanas investigando a movimentação em umdeposito na quinta avenida sabia que sua intuição não falharia,seria sua grande noite de estreia e não poderia se dar ao luxo defalhar. Como havia previsto a van chegou, na hora e no lugar certo,sorriu satisfeita consigo mesma ao saber que aquela noite, depois detanto tempo poderia se divertir. Estava logo acima deles em umaestrutura de ferro mal acabada, mas dali não poderiam vê-la.

-Mike, o chefe já deve estar chegando, não faz besteira de novo, mostra a mercadoria pega a grana e some daqui, entendeu?

-Ca...Claro...e...eu entendi sim.
-E vê se fica calado. - Calou-se quando viu o mercedes preto se aproximar – ele chegou... Agora vai lá abre o fundo da van.

O rapaz branco e magro desceu do veiculo e e foi até a porta do fundo, viuquando um homem alto desceu do carro e se aproximou. Quando abriu aporta sentiu uma presença imponente atras de si.

-Se... Senhor Jo... John. - abriu a porta – Aqui está o que o senhor pediu. - Parou de gaguejar assim que o irmão apareceu do lado esquerdo da van.
-Chefe! Aqui está o que pediu... - Mostrou as caixas e abriu uma delas. - Do jeitinho que o senhor queria...
- Otimo garotos, assim vocês deixam o John Royer aqui muito satisfeito. Fizeram o trabalho direitinho... - Colocou as mãos nos ombros dos homens. - Merecem uma gratificação.

O homem colocou a mão no bolso interno do casaco preto e tirou uma arma, nomesmo instante ouviram um estrondo quando Fênix pulou sobre a van.

-Nem me convidaram pra festinha, que feio meninos.

Fênix desceuda van num pulo e socou o rosto de John que deixou a arma cairpróximo dali, não esperava mas foi pega por trás por um dosentregadores, aproveitou que estava segura e empurrou o homem atéconseguiu impulso para chutar o outro entregador que se aproximavapara atacá-la. Com o empurrão Fenix derrubou também o que asegurava caindo sobre ele, conseguiu espaço suficiente para golpeara costela com o cotovelo e virar-se para socá-lo duas ou trêsvezes. Quando o baixinho magrelo se levantou deu-lhe um chute dedireita no rosto fazendo-o cuspir sangue. Após o desgastante embateouviu o mercedes se afastar cantando pneus, já era tarde parasegui-lo. Ouviu barulho de sirene e tratou de fugir dali, não antesde deixar sua marca preferida. A pena branca.

-O'donnel, veja isso... - disse o policial ao seu parceiro pegando a pena branca caída no chão.
-É dela? - perguntou o outro.
-Com certeza.

Ao chegar emcasa Barbara se livrou da roupa e caiu na ducha quente e deliciosa.Estava satisfeita com o resultado, bem melhor do que esperava. Nãovia a hora de entrar em ação, a investigação já passava de duassemanas mas não tinha nada de concreto, depois de saber por fontesseguras que o carregamento chegaria naquela noite resolveu arriscarum palpite. As armas estavam vindo de outro estado, e John estavapreparando a infantaria para algo bem maior. “Os roubos esequestros era só pra chamar a atenção, ele com certeza tem algoem mente. Não esperava que ele fosse aparecer por ali, achava queele mandaria um de seus homens, porque resolveu se arriscar tanto? Afederal estava à pouco de descobrir seu reaparecimento, ele nãoseria tão burro à ponto de... Espera um pouco aí... Ele não tavasozinho, tinha alguém no carro, mas mesmo assim... porque ele viriapessoalmente? Alguma coisa não se encaixa e eu vou descobrir.”

Barbara saiudo banho com a sensação de dever cumprido, ligou a TV e nãodemorou muito para ouvir seu nome no noticiário.
-Rick, já sabe quem resolveu aparecer?
-E ela ressurge das chamas...
-Se você ainda não viu essas imagens deem uma olhada...

As imagensmostraram os dois entregadores algemados tapando os rostos egritando: “Aquela mulher é louca, apareceu do nada e bateunagente, agente só tava trabalhando”

-Se o ministro não faz nada alguém tem que fazer né Felip.
-Que vergonha ministro, a ex-rainha do crime pegando os bandidos debaixo do seu nariz e o senhor ai sentado sem fazer nada.
-Se a policia não faz... Fênix sai da toca.
-Voltamos já já não saia daí.

Não deixoude achar graça no apelido, ex-rainha do crime... por um lado sesentia bem em fazer o bem, mas por outro sabia que não poderiabancar a heroína e se arriscar tanto, john estava ficando cada vezmais forte, não daria conta disso tudo sozinha...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Fire - Laços Heróicos - Cap. 2

Cap – 2. Sem solução.

O dia se feze os raios de sol penetraram na fresta entre as cortinas do quartoiluminando apenas parte dele. Lara incomodada com a claridadedespertou-se, tentou se levantar, mas a dor nas costas pela noite maldormida a impediu, fez mais uma tentativa até se por de pé.Olhou-se no espelho e mais uma vez se assustou, não pela cicatriz,até porque já havia quase se acostumado com ela e já nãoincomodava tanto, mas pelas olheiras que a cada dia aumentavam. Foiaté o bar e avistou sua companheira... a garrafa já estava quase nofinal, mas quem se importava, no armário acima do balcão no fundoda cozinha ainda tinham mais, pouco importava se era whisky outequila, a bebida sempre lhe fazia esquecer.

Sentou-se napoltrona preferida do pai e se afundou bebendo no bico da garrafa,péssimo habito, odiava aquilo, mas ninguém estava vendo... “Quemliga” - Pensava.

Alcançou ocontrole em cima da mesinha de centro e ligou a TV enorme que ficavano centro da parede. Passou um por um dos canais, não procurandoalgo interessante, só passando... O prazer era iminente, nada comoapertar o botão chanel e mudar os canais na tentativa desesperada delimpar a mente. Parou de brincar com os botões e deixou o controlesobre a mesa pensando ter desligado o aparelho.

    “Repórter: Senhor ministro, como pretende acabar com essa violência que assombra nossa cidade?
    Ministro: É só uma questão de tempo até os pegarmos.
  • É verdade que John Royer está envolvido nisto?
  • Que tolice, todos sabemos que Royer morreu num acidente à quase dez meses.
  • Há especulações de que o corpo nunca foi encontrado.
  • A entrevista acabou. Sem mais comentários.”

Lara aindanão estava bêbada nem totalmente sóbria, mas sabia que essasespeculações eram reais. Já tinha ouvido falar sobre a volta deJohn Royer. Aquele suposto acidente de carro já deu muito o quefalar na época, e se realmente fosse verdade ele não era o únicoque voltava dos mortos. Preferiu não pensar nisso agora, a garrafaainda não estava vazia e pretendia acabar com ela logo.

A fome bateutao impetuosa, não sabia dizer há quanto tempo não comia... Nem seimportava, o tempo não fazia diferença mesmo. Abriu a geladeirapara ver o que podia comer, ou melhor, devorar... NADA. “Quepatético” - Pensou. - DROGA – gritou. - Acabou a cerveja! -Deixou escapar uma gargalhada escandalosa tipica de embriagados...fechou a geladeira e deslizou as costas até cair no chão. O choroveio mais uma vez como uma onda avassaladora, o desespero de nãoconseguir sair daquela situação, o desespero de não saber o quefazer. Assim como veio o pranto se dissipou de repente. Lara selevantou e jogou a garrafa vazia no sofá.

Depois de umbanho gelado Lara vestiu qualquer roupa que encontrou jogada peloquarto e foi até a cozinha fazer uma nova caça à comida nageladeira, encontrou uma embalagem de lasanha congelada e a jogou nomicro-ondas programando o descongelamento.

“E agoravamos falar do mundo dos negócios...
  • Rick, o que tem a nos dizer sobre bolsa de valores?
  • Bom dia Felip, o petróleo ainda continua em alta e esse é um otimo momento para investimentos. Inclusive eu aconselho investir na Belfort, essa tá prometendo viu.
  • Poxa Rick, o que eu estou esperando então!?”

O barulho daTV não a estava incomodando, mas não prestava muita atenção nonoticiário...

  • E então Felip, já está sabendo da ultima?
  • Lara Foster?
  • Essa mesma.
  • Que escândalo não é?
  • A morena bem sucedida de Beltcity não aparece na Foster & Associados há mais de um mês.
  • Quem sabe não está tirando umas férias.
  • Pode ser, mais isso lhes deu um prejuízo de mais de cinco milhões de dólares.
  • Uau Rick!
  • É de surpreender. Se continuar assim o conselho pode eleger um novo presidente, a morena está literalmente por fora.
  • É... Parece que o legado da família está indo por água a baixo. Obrigada pela presença Rick, agora vamos aos comerciais, não saia daí, voltamos já.

Lara sabiaque teria de aparecer um dia na empresa, mas não se sentia pronta.Como apareceria com aquela cicatriz horrivel no rosto? comoexplicaria? Na verdade não devia explicação nenhuma, mas arealidade é que não queria ver ninguém, não queria aqueles puxasacos no seu pé. Sabia que há muito não conseguia cuidar dosnegócios da família, sabia que não fazia bem o papel de mulher nocomando, ninguém ali concordava com o modo como conduzia a empresa,nem mesmo precisavam concordar, apenas sabia trazer lucros e isso eraaceitável. Mas e agora? As negociações estavam pendentes, muitoscontratos perdidos pela sua ausência, se não fizesse algo agorapoderia falir a empresa que seu pai fundou com tanto esforço. DilanFoster teria feito tanto em vão? Mesmo assim, ainda não se sentiapreparada.

Depois detanto pensar em tudo e não decidir nada ouviu os bips do micro-ondase saltou como um leão em cima de sua presa para devorar o primeiroprato de comida desde... muito tempo.

2ª Temporada Fire Laços Heróicos - Cap. 1

Cap. 1 –Mudanças Acontecem.

Alguns anosatrás...
-Já te disse que te amo? – Perguntei enquanto repousava minhacabeça no colo de Barbara.
-Não! – Disse com um sorriso meigo nos lábios.
-Eu te amo! – Declarei...
-Ainda? – Perguntou já sabendo a resposta sorrindo ainda mais
-Sempre! – Devolvi o sorriso beijando aqueles lábios doces e maciosque eu tanto amava. – Sempre!

Atualmente...

Barbaraestava com os pensamentos longe, mesmo com tanta coisa acontecendoseus pensamentos sempre se voltavam para seu passado. Nunca deixavade pensar na vida que poderia ter tido se não tivesse sido covarde eabandonado Lara, mas agora era tarde demais.

Deixou depensar nisso e logo veio a mente a morte de seu pai, chegou a pensarque nada mais faria sentido em sua vida, a lembrança da noitefatídica em que fora resgatada por Fire lhe veio a mente, seperguntava por que não tinha partido no lugar dele... Todo aqueleesforço para tentar, em vão, salvá-lo. Tentava sentir raiva de simesma ao lembrar que passou tanto tempo se deleitando em prazeres coma morena poderosa em vez de cuidar dos assuntos que envolviam a curade seu pai... Se pelo menos tivesse se dedicado mais, talvez, não sesabe, mas ele ainda estaria vivo. Não aguentava mais essa históriade sempre se arrepender de suas escolhas, de pensar em como seria ofuturo se pudesse consertar o passado.

Um mês jáhavia se passado desde a morte de Norman... Tudo o que Barbara queriaera poder dar orgulho ao pai mesmo não o tendo mais perto de si. Senão poderia consertar o passado, talvez pudesse viver melhor opresente, ser alguém melhor, não ter mais do que se arrepender dalipra frente.

Perguntasrondaram seus pensamentos. Poderia mesmo ser alguém melhor? Poderiafazer escolhas melhores?

A escuridãoda noite ganhava o céu. Se espreguiçou na cadeira na sacada edeixou a brisa leve daquela noite quente refrescar sua pele.Deixou-se levar em um quase sonho, um sonho que lhe pareceu muitoreal, pois pode sentir os lábios de Lara tocarem os seus e ao abriros olhos não viu nada além de estrelas.

Em algumlugar bem próximo dali...

A morena emcouro preto já não aguentava a agonia de ver sua loura tão perto eestando tão longe, queria mandar tudo para o inferno e cair nosbraços de quem realmente lhe importava na vida. Não era a primeiravez que observava Barbara na sacada alguns metros dali, ficava longosminutos ou horas, não sabia dizer, já não sabia contar os dias,mas sabia que longe de Barbara os segundos eram eternidade. Resolveusair daquela tortura, vê-la e não tocá-la. Até quando?

Ao voltar pracasa se deixou cair na cama, tantas confusões, tantas perguntas,tantas respostas vagas. O celular tocou sobre o criado mudo à suaesquerda, olhou no visor: David, há quanto tempo não atendia suasligações? Mais uma vez o tempo não lhe era familiar. Virou o rostoe acima da penteadeira uma foto, sentou-se. Aquelas três crianças,juntas, felizes, inocentes. Alcançou o retrato esticando o braço eo trouxe para mais perto. Tocou o rosto de Marck. Sentiu tanto a suafalta quando morreu, doera tanto, fora tão difícil, se sentiu taosozinha por tantos meses, talvez por três deles, pois nos outrosseis David sempre se fez presente. Lembrou-se de como teve de serforte, perdera tantas pessoas, seus pais, Barbara, Marck... Quantaspessoas precisaria perder para enfim ser feliz? Mordeu o lábioinferior ao sentir aquela velha dor no peito, aquela que lhe dava umnó na garganta, aquela que lhe acompanhou por tantos anos...Deitou-se na cama, uma lagrima escorreu pelo canto o olho esquerdo...Adormeceu.

sábado, 13 de agosto de 2011

FIRE - Laços Heróicos

Cap. 10 – As conseqüências

- Barbara? – Vasculhei os quartos – Barbara? – Sala – Barb... – Cozinha.

- O que esta fazendo de pé Lara? – David parecia preocupado.

- Onde está Barbara David? E não minta pra mim. – Disse voltando a procurar pelos cantos da casa.

- Lara, por favor, sente-se

- EU NÃO QUERO ME SENTAR DAVID, ONDE ESTÁ BARBARA?

Ele parecia assustado, talvez nunca tivesse me visto tão alterada. Voltei para o segundo andar para olhar novamente nos quartos, agora nos banheiros, mas tudo o que eu vi foi espelhos cobertos e quartos vazios. Voltei para a sala disposta a arrancar qualquer verdade de David por mais que fosse dura.

- Comece a falar David, estou ouvindo... – Disse deveras preocupada com o que ouviria.

- Primeiro venha até a cozinha comer alguma coisa, você precisa se alimen...

- Para de enrolar David, o que aconteceu com a Barbara?

- Ela está bem... Está em casa, sã e salva... graças a você... – A pausa que fez pareceu que a historia não havia acabado ali.

- O que mais tem a me dizer?

- Quando Marck te salv...

- Espere ai, o que está me dizendo? Marck Olsen está vivo? Marck? O meu Marck? Como isso é possível?

Ele fez uma pausa como se escolhesse as palavras.

- Após o acidente de carro ele foi declarado morto, mas apenas para entrar no Programa de Proteção á Testemunhas do governo.

- E você sabia disso?

Seu silencio me dizia mais que qualquer outra palavra.

- Você sabia e mesmo assim deixou que eu sofresse pela morte do meu melhor amigo? Deixou que eu sofresse por anos por uma MENTIRA?

- Você era um alvo fácil para os criminosos Fire, principalmente para a Mafia e ainda é e não podíamos arriscar mais uma vez a vida dele Lara entenda pelo amor de deus.

- Claro que eu entendo David, imagina só, você mentiu para mim esse tempo todo e quer que eu entenda, acha mesmo que eu sou tão compreensível assim?

- Eu espero que sim... Mas isso não é tudo... Ele se arriscou voltando aqui quando soube que você estava se envolvendo com a Fenix...

- Deixa eu ver se entendi... Além de mentirem pra mim ainda ficavam de fofocas nas minhas costas.

- Foi pro bem dele, e pro seu também Lara... Ele voltou porque tem informações valiosas sobre Fenix... Ela se envolveu com gente perigosa e a explosão do galpão foi só um começo... Um aviso.

- Eu não quero mais ouvir suas mentiras David, quero ver Barbara, me leve até lá...- Me levantei.

- Acho melhor não... – Se pôs na minha frente me segurando pelos ombros.

- Me solte David, eu preciso ver como ela está.

- Talvez uma outra hora.

- O que está me escondendo? Eu ouvi você perguntando como eu reagiria a noticia ontem no quarto. Que noticia é essa?

- Conversaremos sobre isso com calma, mas depois, primeiro venha comer algo e...

- QUE DROGA DAVID, EU ESTOU CANSADA DAS SUAS MENTIRAS, SERÁ QUE NÃO PODE SER HONESTO COMIGO PELO MENOS UMA VEZ, ME DIGA LOGO O QUE ESTÁ ACCNTECENDO. – Meu estado alterado me fez perder a noção e o controle sobre minhas ações, arremessei um vaso de flores que estava sobre a mesa de centro contra a parede, o impacto fez com que um espelho coberto por um pano branco se partisse em pedaços, serrei os olhos e me concentrei no que vira há poucos minutos: os espelhos de todos os cômodos da casa estavam tapados, assim como o que eu havia acabado de quebrar.

- Porque os espelhos da casa estão cobertos David? Me aproximei dos estilhaços espalhados pelo chão...

- Lara, não... Espere... Não faça iss...

Minha imagem refletida pelos estilhaços quando me abaixei me deixou chocada, paralisada, confusa, amedrontada... Toquei meu rosto...

- O que é isso David? – Me desesperei. – O que aconteceu com o meu rosto David?

- A explosão Lara... Eu sinto muito...

Este é o último capitulo da 1ª Temporada de Fire – Laços Heróicos.

domingo, 17 de julho de 2011

FIRE - Laços Heroícos

Cap. 09 - Enfrentando o Medo

- Meu corpo e minha consciência lutavam friamente um sabia que eu não mais poderia falhar, era uma vida, a vida da pessoa que mais amava, mas meu corpo não cedia, estava paralisado, os músculos não se moviam nem mesmo quando tão próximos do calor das chamas.

Meu olhar se manteve todo tempo em Fênix, caída, machucada, e praticamente soterrada pelos destroços, quando de repente um minúsculo movimento de seu corpo sob os escombros tentando se livrar da agonia que provavelmente se encontrava, fez com que meu corpo correspondesse involuntariamente ao que parecia uma prova de que Barbara estaria bem e foi lentamente que consegui me aproximar. Aos poucos tomada pelo amor que sentia por aquela mulher fui retirando tudo que havia por cima, a fumaça cada vez mais densa, o ar se tornara irrespirável, aos poucos fui perdendo as forças e os sentidos, enquanto tentava arrastar Bárbara para fora daquele calor infernal e por mais que eu lutasse já não conseguia levar ar puro ao cérebro.

Meus olhos se fechavam lentamente, quando vi um vulto que por mais entorpecida pela fumaça que estivesse me era conhecida, se aproximou me segurou pela cintura – Não se preocupe Fire, vai ficar todo bem – Aquela voz masculina, era...era...desfaleci.

Ao recuperar meus sentidos abri lentamente os olhos e me vi no meu quarto com David me olhando ternamente.

- Bárbara! Onde ela esta? – Tentei me levantar – Barbara? – Meu corpo não me obedecia – Barbara... Onde ela está David? – Me levantei.

- Calma Lara, você não pode ficar agitada.

- Acho melhor dar mais um comprimido a ela.

Aquela voz de novo... Meu cérebro ainda não funcionava direito. A voz começou a ecoar pelo quarto como um eco, tudo a minha volta foi escurecendo e braços fortes me apanharam com destreza e me colocaram de volta na cama.

- Beba este chá Lara, vai te fazer bem.

- Marck?! É você? Mas como? – Me sentia ainda mais confusa ao ver Marck em minha frente, parecia que nada mais fazia sentido.

- Beba e durma Lara, quando acordar falaremos sobre o assunto.

Impossível discordar, ao fim do segundo gole do chá meu olhos já pesavam e tudo o que eu ouvi foi: “Como será que ela irá reagir á noticia?”

De sonhos desconexos minha mente se encheu, eu não compreendia o que poderia ter acontecido. Porque diabos a Barbara estaria naquele galpão naquela hora? Teria ela algo haver com a explosão? Como Marck ressurgiu dos mortos... Para me salvar? Como ele sabia que eu estaria lá... Deus! O que estava acontecendo?

Acordei com esse turbilhão de pensamentos, me levantei mais que depressa ao ver que não havia ninguém no quarto, ainda meio zonza segui pelo corredor da casa a procura de Barbara.

domingo, 3 de julho de 2011

Fire - Laços Heróicos - Cap. 8 – Entre o amor e o medo.

Cap. 8 – Entre o amor e o medo.




As palavras de Bárbara ainda estavam em minha mente, meus pensamentos eram dela o tempo todo. Passaram-se dois meses desde a nossa ultima conversa. Mas as coisas haviam se acalmado na cidade nem mesmo Fênix havia aparecido para suas falcatruas e isso era muito estranho estava tudo muito quieto e ameno. Ameno de mais para o meu gosto.

Na calada da noite resolvi que Fire deveria fazer uma visita inocente para Fênix... Para averiguar... Só isso! Ah digam me você se depois de tanto tempo segurando a barra, e tentando não procura-la de nenhum forma não fariam como eu... E a desculpa desta vez seria: Verificar se está tudo em ordens.



Ao estacionar Nikitta próxima a casa dos Makingfords vi uma vã preta parada na porta ainda como motor ligado. Nela entraram dois homens vestido de preto na cabine frontal e logo depois mais um homem também de preto empurrando uma cadeira de rodas com um senhor cabisbaixo sentado nela e mesmo de longe reconheci... Norman.



Minha curiosidade Heróica não me deixou ficar ali quieta somente olhando, assim que a vã arrancou eu os segui disfarçadamente com o farol desligado. Já era madrugada e o transito estava vazio, deserto até. Após alguns quilômetros a vã parou em frente a um galpão mal iluminado. Estacionei Nikitta debaixo de uma arvore e observei a movimentação.



Logo que todos entraram me escondi mais próximo ao galpão e entrei discretamente. Entrado avistei uma escada que dava acesso ao subsolo onde um corredor imenso levava a uma sala toda de vidro e bem iluminada. Fiquei escondida observando o interior. Se parecia com um laboratório, tubos de ensaio usados para experimentos estavam dispostos em uma mesa. Uma maca ao lado e ao redor fios e mais fios e tubos e vários instrumentos de cirurgia. Mais alguns minutos e Norman foi colocado na maca sendo conectado a alguns fios parecia desacordado.



- Posso ajudar? – A voz masculina e imponente me fez virar e me deparar com uma arma apontada, o reflexo me fez levar as mãos aos punhais. – Nem pense nisso, vire de costas e venha comigo.



Obedeci levantando as mãos pro alto e espero um descuido do brutamontes para revidar. O cara parecia uma múmia atrás de mim apontando aquele revolver encostando o em minha nuca, não dizia uma palavra sequer.



- Encontrei a bisbilhotando chefe. – Disse a múmia... Quero dizer o brutamontes me jogando na cadeira em frente.



Estávamos no tal laboratório e um outro homem se aproximou com um sorriso malicioso nos lábios, segurou me pelos cabelos e me levantou da cadeira.



- A chefa não vai gostar nada disso gatinha bisbilhoteira... – disse com aquele bafo horrendo. Não resisti cuspi na cara dele.



- Me solta seu crápula... – Disse chutando o entre as pernas o fazendo arquear de dor, dei outro chute em seu estomago preparando para atacar outro homem que vinha em minha direção.



Logo a múmia se aproximou de mim me segurando por trás, e me pressionando contra o seu corpo dificultando qualquer movimento meu. Com uma de suas mãos tapou minha boca com um lenço e...





- Socorro... – Ouvi uma voz ao longe, como num sonho. – Socorro... – Foi ficando mais alta e mais próxima... – Socorro alguém me ajuda aqui?



Abri os olhos com dificuldade e tentei me levantar da cadeira. A luz era ofuscante e minha cabeça doía. Não me lembro como fui parar naquele lugar... Então como flashs minha mente foi se recordando de onde eu estava e a voz que soava desesperada agora já era reconhecida pelos meus ouvidos...



Levantei me com muito custo e segui na direção da voz, atravessei um corredor que parecia interminável e a voz agora se aproximava mais e mais... Derrepente uma explosão.



Corri o quanto pude e me deparei com Norman desacordado, nem sinal dos homens de preto. As chamas tomavam conta do local e a voz que me guiou até o laboratório agora já não estava presente.



Retirei Norman do local puxando o com dificuldade pelos degraus das escadas o levando para longe do galpão. A vã já não estava mais no local. A fumaça já estava alta e chamaria a atenção dos moradores dos arredores e provavelmente a policia e os bombeiros chegariam em breve.



- Bárbara... – Norman falava com a voz falha e sôfrega.



- O que tem a Bárbara Norman? – Perguntei já temendo a resposta.



Norman nada mais respondeu levantou o braço com dificuldade apontando o galpão. Não esperei nem mais um minuto corri em direção as chamas quando uma explosão se fez aumentando a quantidade e intensidade das chamas me jogando para longe. Nessa hora os bombeiros já davam sinais de que se aproximavam me levantei com a ajuda de alguns bombeiros que me examinavam e me lembrei de Bárbara. Me levantei rapidamente vendo os caminhões jogando água no fogo e tentei correr para o galpão. Os homens me impediram segurando me pelos braços e eu me debatia, teria que ir até lá salva-la.



Eu gritava o nome de Bárbara com todo o meu fôlego ás lagrimas e desesperada. Sentia mãos firmes me segurarem e eu não iria desistir.



- Me soltem, me soltem eu preciso ir até lá... Vocês não entendem, ela está lá, preciso ir... – Eu chorava como uma louca desesperada. Então numa estratégia me acalmei, respirei fundo relaxando o corpo e chorando compulsivamente. Assim que senti as mãos me soltarem corri para o galpão atravessando a porta e descendo as escadas até o corredor.



A fumaça era asfixiante com a mão no rosto consegui atravessar a cortina cinzenta que se fazia mais intensa a cada instante, o calor das chamas se aproximava.



- Bárbara... – Gritei seu nome sem resposta.



Avancei mais alguns metros e as chamas estavam ainda mais intensas quando vi Fênix estirada no chão coberta por destroços e alguns estilhaços de madeira.



Diante daquelas chamas meu corpo se endureceu, fiquei estática, não me movi... O fogo tomando conta do local e a fumaça cada vez mais densa e eu não me movia...



O medo me corroia, o amor me encorajava, o que fazer? Correr? Salvar? Repetir o erro? O meu corpo não respondia, e eu deveria ser rápida ou eu morreria ali mesmo...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Fire - Laços Heróicos - Cap. 7 – Reconciliação

 
Cap. 7 – Reconciliação.

Definir meu estado de espírito nesses dias que se passaram depois da noite com Bárbara seria fácil: PAZ... É isso ai, paz... Finalmente consegui perdoa-la... Passamos mais três belas noites juntas regada á muito sexo e amor... Finalmente estava feliz... Aliás, quase, sim quase porque eu LARA, ainda não tinha comunicado minha decisão á Bárbara. Mas eu ainda tinha duvidas se ela me aceitaria de volta, eu a magoei, ela mereceu, mas, ainda sim eu a amava. Estava decidido iria até Bárbara lhe pedir perdão.

Naquela tarde sai após o almoço fui direto para a casa de Bárbara, sem avisar, faria uma surpresa.

- Fique á vontade srta. Foster a srta. Connor já está descendo. – Disse uma senhora simpática que deveria ser a governanta.

Ela me acompanhou até a sala de estar e lá fiquei admirando alguns quadros, que por sinal eram magníficos. Fiquei tanto tempo ali admirando os que nem me dei conta de que estava sendo observada até ouvir a voz que tanto me fascinava.

- Gosta de arte Lara, não sabia. – O tom foi ríspido, mas mesmo assim encantador.

- Eu sei apreciar as belas coisas, Bárbara. – Devolvi num tom de pura provocação.

Não soube de nenhuma forma distinguir o olhar que Bárbara me lançou, era rancoroso, ou talvez triste, eu fiquei analisando sem sucesso algum, Bárbara era uma pessoa impenetrável quando queria lógico.

- Bem, eu te ofereceria um drinque ou algo do tipo, mas acho que nossa conversa será bem curta visto que não temos nada a conversar. – Ainda com aquele tom ríspido e gélido na voz, mas eu estava adorando toda aquela conquista.

- Bárbara... – Me aproximei sensualmente. – Eu vim por que... Bem... – Pausei as palavras propositalmente.

- Você veio por que... – Ela parecia impaciente, nervosa, ansiosa, como eu disse impenetrável.

- Devo lhe desculpas pelo ocorrido naquela noite. – Eu disse olhando a nos olhos sinceramente receosa pela resposta.

- Lara... – Parecia estar escolhendo as palavras. – Tudo bem... Está tudo esquecido, está desculpada. – Não captei resíduo sequer de qualquer emoção que fosse, ela estava incrivelmente fria - Mas se veio para... – Escolhia novamente as palavras. – Saiba que agora quem não quer sou eu – Falou seca e diretamente.

Minha reação no momento foi ficar perplexa, eu não imaginava que iria perder Bárbara assim, afinal foi ela quem me deixou e depois foi ela quem me procurou pedindo perdão e quando eu venho ela simplesmente...
- Bárbara eu... – Não sabia o que dizer. – Olha... Sinceramente eu não esperava por isso...

- Claro você esperava que eu fosse te aceitar de volta... – Me interrompeu. – Mas agora é tarde Lara, como eu já disse: Quem não quer sou eu.

Mas... Ai era melhor não insistir. Me despedi com um beijo em sua face proposital e provocativo, mas antes de me retirar girei meu corpo para olhar em seus olhos...

- É outra pessoa? – Eu já sabia a resposta, mas eu queria confirmar.

- Eu não lhe devo explicações Lara. – Ríspida... Novamente... Arg que mulher difícil.

- Eu sei... Não precisa dizer quem é... Só me responda sim ou não... Simples assim – Tentei parecer calma, mas diante daquela mulher era impossível, principalmente como LARA... Sim porque como FIRE seria mais fácil.

- Sim tenho alguém... Agora, se me dê licença. – Disse sem mais delongas me conduzindo á porta.

Ai que complicado... Eu tinha Bárbara, mas ao mesmo tempo não tinha... Quem a tinha era Fire... INVEJA, sim inveja de mim mesma, eu sentia isso, como? Não sei.

Não havia outra saída, se eu contasse a verdade ficaria sem Bárbara e isso não poderia acontecer, não mesmo. Porém, mais dias, menos dias ela iria querer tirar minha mascara. Sim pode até ser excitante estar com uma super-heroína, mas um dia ela vai cansar e... Era melhor me concentrar no trabalho e deixar isso para depois.

Em minha casa eu pensava em Bárbara debaixo da água relaxante. Eu não iria vê-la esta noite... NÃO... Eu ainda estava magoada, e isso ela iria perceber, então era melhor assim. Pelo menos até as coisas se acalmarem... Mas então passou pela minha cabeça que se eu não a procurasse como Fire ela ligaria para Lara. SIM... eu faria isso...

Duas semanas se passaram e... NÃO... Ela não me ligou. Deveria aceitar de uma vez por todas, perdi a Bárbara e a culpa era toda minha.

A saudade já estava corroendo então resolvi procura-la...

Lá estava ela, no jardim ao entardecer... Linda, simplesmente magnífica e...

Me aproximei com cuidado, ela estava de costas pra mim então não me veria...

- Gostaria de poder ler seus pensamentos... – Sussurrei em seu ouvido ela se assustou e quando se virou pra mim foi com o sorriso mais radiante que me recebeu... Ou quase, quando viu que era EU sua face se transformou... DECEPÇÃO, foi o que pareceu ser.

- Ah... É você. – Disse fechando a cara. – Lara, não creio que temos o que conversar e... - A interrompi.

- Bárbara... Me ouça por favor, uma ultima vez e se realmente não me quiser eu vou entender... – Isso era mentira, eu ia insistir até conseguir.

- Tudo bem Lara, você tem alguns minutos então sugiro que comece logo...

- Bárbara, eu sei que o que disse á você naquela noite foi... – Me interrompeu

- É... foi mesmo muito doloroso. – Coloquei o dedo sobre seus lábios...

- Shii! Por favor, não diga nada deixe me terminar... – Ela assentiu. – Eu sei que foram horríveis as coisas que eu disse, mas de certa forma eu queria que você sentisse o que eu senti quando você me deixou... Não teve compaixão, nem respeitou um sentimento que para mim foi intenso de mais, ainda mais com a morte de meus pais... Eu precisava de você... E... Ainda preciso Bárbara. Esses seis anos longe de você me... Não sei dizer ao certo, mas, eu nunca mais amei ninguém entende? Nunca mais... Eu te amo Bárbara, te amo com todas as minhas forças e sinto que... Ai... Por favor Bárbara, eu sei que implorar assim, ou até vir aqui sem seu acordo só me afasta mais de você, mas eu não sei mais o que fazer... – Lágrimas caíram do meu rosto sem que eu pudesse segura-la, eu estava cansada de bancar a durona.

Ela não me disse mais nada, secou minhas lágrimas e segurou meu queixo entre os dedos e me beijou. O beijo foi carinhoso, intenso, apaixonado. Ela se afastou me olhou nos olhos...

- Não jogue fora esse amor que temos Bárbara, por alguém que... – Como dizer isso? Desencoraja-la á estar comigo mesma... Se dependesse disso Fire nunca mais existiria... Disputar uma mulher comigo mesma... Complicado? Muito.

- Não é isso Lara é que... – Ela desviou o olhar e pareceu novamente escolher as palavras. Voltou a olhar em meus olhos. – Há segredos em minha vida que ainda não posso dividir com você... E...

- Está tudo bem Bárbara, não vou te cobrar explicações ou que me revele segredos, está tudo bem, eu não me importo quando quiser contar estarei aqui...

Ela sorriu com ternura e nos abraçamos... Então se afastou olhou em meus olhos...

- Eu sinto muito Lara... – Abaixou os olhos e meneou a cabeça em negativa. – O que tenho á te oferecer agora é só minha amizade.

domingo, 1 de maio de 2011

Laços Heróicos - Cap. 6 – Entregando se á paixão.


Cap. 6 – Entregando se á paixão.



Havia agora uma escolha a ser feita. Deveria saber separar o passado e o lado pessoal dos novos acontecimentos. A descoberta de David me deixou perplexa e pensativa. De um lado a vilã que até o momento se mostrou pacifica roubando apenas o necessário, mas que deveria ser detida, do outro a mulher de minha vida, a qual me abandonou, mas que ainda sem duvidas resta um grande e significativo sentimento entre nós. Deter Fênix e entrega-la a policia seria como entregar meu coração e minha alma. Deixar que ela continue com seus planos estaria favorecendo uma criminosa e isto iria contra minha profissão e meus princípios.

Decidi que deveria ter uma conversa com Bárbara e deixar bem claro que sua identidade secreta foi descoberta.

Ao estacionar Nikitta do outro lado da rua fiquei observando a casa que David dizia ser a de Jonh Makingford amigo de infância de Norman Connor. Na janela do segundo andar pude ver a luz do quarto acesa e uma silhueta se fez através das cortinas. Eu conhecia aquelas formas, aos meus olhos nunca seriam irreconhecíveis.

Esperei que a luz se apagasse e me aproximei cautelosamente da casa. Escalei a parede até a janela de Bárbara e entrei silenciosamente. O quarto estava completamente escuro e silencioso até o momento em que...

- Que feio Fire! Invadindo propriedade privada... – Escutei a voz que tanto me fascinava.

Girei meu corpo para encara-la e mesmo com o ambiente escuro pude contemplar sua bela face pela luz do luar que penetravam a janela do quarto. Seu rosto sob a luz da lua era ainda mais fascinante.

- Vejo que você está bem atenta Bárbara Connor, ou seria melhor te chamar de... Fênix... – Encarei aquela figura esplendorosa que passou por mim ligando a luz do abajur ao lado de sua cama.

Com o gesto de Bárbara pude reparar melhor em seu corpo quando acendeu a luz. Estava com uma camisola de seda branca curta até a metade das coxas e alças finas, seu traje era extremamente sexy e provocante. Ela se afastou e sentou se na poltrona de frente para sua cama alguns metros de mim. Cruzou as pernas torneadas e brancas deixando pouco á minha imaginação. E em um tom provocativo me indagou:

- Vejo que descobriu meu segredinho Fire... Gostou do que teve noite passada e agora veio brincar mais? – Perguntou se aproximando.

- Bárbara, eu vim para que soubesse que seus planos já foram descobertos e é melhor que venha comigo e se entregue á policia. – Engoli a seco aquela provocação, tentando ao máximo me concentrar no meu “trabalho”, mas aquela mulher me tirava do sério.

- Vamos jogar de igual para igual Fire... – Disse se aproximando cada vez mais. - Você descobriu meu segredo... – Encostou seu corpo ao meu me prensando contra parede... - Nada mais justo do que você me mostrar seu rosto... – Levantou a mão para tirar minha máscara, e no mesmo instante levei um dos punhais á sua garganta ameaçando-a.

- Não se atreva Fênix. – Em um movimento rápido e ágil troquei de lugar com Bárbara e a prensei contra a parede apoiando todo o meu corpo contra o seu. Quente, esse era o estado do corpo junto ao meu e mesmo com o couro entre nos pude senti-lo febril assim como eu. Com o punhal ainda em sua garganta quase ferindo a aproximei meus lábios dos seus... Eu sabia dos perigos que aquela loura me traria, mas meu corpo, minha alma suplicavam por um toque, um alivio.

Estávamos no mesmo estado: Ofegantes, tremulas. Meus batimentos estavam a mil e pude sentir os de Bárbara da mesma forma. Nossos corpos se colaram ainda mais como se ainda pudessem se fundir e quando achei que o beijo aconteceria, Bárbara, com um movimento surpreendente, provou mais uma vez sua agilidade tomou o punhal de minha mão e me empurrou. Recuperei o equilíbrio e procurei meu segundo punhal no cinturão e não o encontrei...

- Está procurando por isso Fire? – Perguntou me tirando a mão esquerda de trás das costas mostrando o segundo punhal.

Bárbara agora tinha nas mãos minhas únicas armas, se aproximou em posição de ataque, cerrei os punhos erguidos na altura do rosto para me defender de qualquer provável ataque.

- Você me subestima Fire... – Disse se aproximando... – Cansei de brincar com você... – Mudou os punhais de posição rapidamente colocando os de forma que ficassem apontados para baixo e correu em minha direção. – Você não vai atrapalhar meus planos.

Com os reflexos ainda bem aguçados segurei os pulsos de Bárbara forçando para que as lâminas não chegassem aos meus olhos. Era quase impossível, pois Bárbara era dona de uma força incrível. Pensei por alguns instante e constatei que se a derrubasse ao chão poderia limitar seus movimentos e recuperar minhas armas. Assim o fiz, em um golpe derrubei a ao chão e me pus sobre seu corpo segurando suas mãos acima da cabeça afastando os punhais de suas mãos.

Meus joelhos prendiam as pernas de Bárbara entre as minhas e nossos olhos ficaram á mesma altura. Estávamos ofegantes e nossos hálitos se misturavam... Quentes... deixei que o peso de meu corpo repousasse sobre o seu e beijei sua boca... a principio relutava, mas depois cedeu e seus lábios entreabriram para receber minha língua sedenta pelo toque da sua. Logo nossos corpos relaxaram e minhas mãos soltaram as suas e logo se apossou do corpo esbelto de Bárbara, percorrendo, descobrindo, relembrando as formas que no passado me trouxeram tanta paz e agora... Estranhamente meu trouxe toda aquela paz. As mãos de Bárbara abriram o zíper do meu corpete e o tirou de forma violenta. Livrei-me de minhas luvas enquanto ela descobria meus seios. Ainda ajoelhada sobre seu corpo me afastei apenas para subir o tecido leve que cobria seu magnífico corpo. Admirei aquelas curvas e seus seios médios perfeitos e durinhos. Era uma visão dos deuses. Levantei-me e a puxei pela mão violentamente levantando e prensando a contra a parede. Logo meus lábios encontraram os seus num beijo se tornou violento e despudorado, ofegante á procura de ar desviei minha boca para o pescoço perfeito e delicioso de Bárbara. Mordi e suguei com força deixando minha marca avermelhada na pele macia, desci para o colo fazendo um rastro ardente de saliva até os seios, suguei, mordisquei, me afoguei naqueles montes belos alternando entre um e outro, soltou meus cabelos e seus dedos entrelaçaram se entre os fios desalinhados. Ela gemia descontroladamente com meus carinhos audaciosos. Desci minha boca pelo ventre depositando mordidas leves naquela pele macia e alva, deixando rastros e marcas feitos pelos meus dentes e língua. Livrei a da calcinha rapidamente e comecei minha exploração em todo o seu sexo úmido e inchado. Minha língua brincava em seu clitóris e á medida que eu ia forçando minha língua contra sua carne ela se contorcia e gemia me levando á loucura. Levantei uma de suas pernas e a coloquei sobre o ombro para facilitar o meu acesso. Suguei com ainda mais força e ela gritou desesperadamente... Levantei-me e beijei sua boca fazendo a provar de seu gosto que era simplesmente maravilhoso.

- Por favor... – Pediu ofegante e rouca desviando do beijo.

Eu agora beijava a pele de seu pescoço e segurava uma de suas pernas e me movimentava contra seu corpo.

- O que quer Fênix? – Perguntei sussurrando em seu ouvido.

- Quero você dentro de mim...

Não precisei ouvir duas vezes penetrei a com meus dedos e uma só vez sem aviso, ela gritou cravando as unhas em meus ombros e se movimentando de forma sensual e extremamente excitante. Entreguei-me aquela loucura toda relembrando o passado. Logo senti suas pernas bambas e seu corpo trêmulo após seqüências de espasmos e gritos descontrolados. Amparei seu corpo para que não caísse e a levei até a cama. Livrei-me das botas e da calça e me afoguei naquele corpo que eu tanto desejava e ansiava todos esses anos.

Foram horas e horas de sexo e loucura, Bárbara dormia extasiada em meus braços. Aquela visão de Bárbara entregue e indefesa me doeu o coração, eu a amava e nunca a entregaria, mas deveria achar um jeito de impedir ou ajudar, não sabia ao certo o que fazer. Com cuidado para não acorda-la me desvencilhei de seu corpo e vesti minhas roupas, já era quase manhã e eu deveria sair logo dali. Ajeitei-me na janela para descer e antes de saltar olhei para o semblante de Bárbara deixando ali o meu grande e eterno amor. Admiti ali diante daquela visão que eu a havia perdoado.

domingo, 10 de abril de 2011

Laços Heróicos - Cap. 5 – Revelações


Cap. 5 – Revelações.



- Minha primeira atuação e eu a deixo escapar. – Falei indignada segurando a pena entre os dedos e me jogando na poltrona.



- Vejo que a calopsita te picou – Falou rindo olhando para minha boca ferida se divertindo ás minhas custas.



- David, polpe-me. – Disse já irritada.



- Olha... – Tentou se acalmar das risadas respirando fundo. – Lara... Vamos nos concentrar tudo bem... Você me disse que ela pegou o diamante menos valioso do museu não foi?! – Parou um instante para pensar. – Vou pesquisar sobre a pedra que foi roubada Lara, amanhã te trago noticias... – Disse se despedindo e saindo pela porta.



O restante da tarde não consegui nem pensar em trabalho ou no que quer que fosse a não ser Fênix.



“Fênix...” – Pensei acariciando a pena branca em minhas mãos.



Minha noite foi recheada de sonhos eróticos e calientes com a Loura-Má. Não conseguia parar de pensar um minuto sequer nela. Mas ainda havia Bárbara e tantos outros problemas que eu deveria resolver. Fênix surgiu para me dar um novo motivo para viver e lutar assim como também surgiu para perturbar minha paz. Bárbara ressurgiu das cinzas do meu passado para me deixar mais atordoada.



Tentei ao máximo me concentrar no trabalho no dia seguinte sem muito sucesso. Derrepente David entra na minha sala sem ser anunciado como sempre fazia, estava agitado e assim que fechou a porta trancou a e colocou alguns papeis e abriu o notebook sobre minha mesa.



- Dê uma olhada nesses artigos na internet e nesses papeis Lara, você não vai acreditar.



David parecia mesmo preocupado, comecei pelos papeis sobre a mesa que se tratavam de uma lista de materiais roubados dos laboratórios de ciência pela Fênix. Logo depois dei atenção ao artigo na internet que falava sobre a pedra que fênix roubou na noite passada. Se tratava de uma pedra que segundo á lendas indígenas tinha o poder de curar doenças... Logo em outro artigo falava sobre o premio Nobel que o Dr. Marck Peterson ganhou em química sobre a possível descoberta da cura de uma doença raríssima a mesma que o artigo sobre a pedra se referia. Logo mais um artigo sobre a doença rara da qual Norman Connor padecia... Ver o nome de Norman Connor no meio das investigações de David só podia significar algo...



- David, é o que eu estou pensando? – Perguntei apreensiva.



- Queria te dizer o contrário Lara, mas lamento informar que tudo isso está ligado á... – Não deixei que ele continuasse.



- É impossível David. Não pode ser...



- Lara, há dois anos os Connors faliram e uma soma equivalente á vinte milhões de dólares foi roubada do banco central quantia exata para saldar as dividas de jogos de Norman... Logo sua doença foi descoberta e sucessivos roubos em joalherias da cidade e em laboratórios aconteceram... Devo ressaltar que as jóias roubadas são da mesma família da pedra do furto no museu. – Sentou se em minha frente e olhou nos meus olhos. – O Dr. Marck foi seqüestrado assim que descobriram que ele tinha a suposta cura desta doença... Lara... Ou Fênix e Bárbara estão ligadas de alguma forma ou são a mesma pessoa.



- David... Eu não sei o que dizer... – Disse boquiaberta.



- Não sabe o que dizer, mas sabe o que fazer Lara... – Disse David me entregando um papel com um endereço.



- O que é isso? – Perguntei sem entender.



- Se foi mesmo um caso do passado acho que você não hesitará em dar uma conferida na atual residência dos Connors.


domingo, 3 de abril de 2011

Laços Heróicos - Cap. 4 – O Confronto.

Cap. 4 – O Confrotno



Depois da inauguração o museu foi fechado e os alarmes ativados, eu estava estrategicamente escondida na parte mais escura do museu á espera de Fênix. Logo um barulho veio do teto do prédio me aproximei sutilmente da sala principal onde o menor e menos valioso diamante encontrava se fechado dentro de uma espessa camada de vidro e lazeres de segurança em constante movimento rodeavam a caixa de vidro sobre um suporte de aço.



Olhei para o teto e lá estava ela, descia esplendorosamente através de um cabo de aço branco, quando chegou ao chão soltou se do cabo e então pude admira-la melhor...


Tinha os cabelos louros extremamente lisos e sedosos que desciam em cascata até o meio das costas, no rosto uma mascara branca que cobriam apenas metade, os lábios e o queixo ficavam á mostra. Uma colar espesso branco colado á pele do pescoço segurava um pingente em forma de uma ave com as asas abertas. Cobrindo os seios apenas um bustiê branco de couro que deixava a barriga perfeita e definida de pele alva e provavelmente macia e deliciosa. Calça baixa de couro branca coladissima revelando suas formas femininas e perfeitas. Nas mãos luvas brancas que deixavam os dedos á mostram. Por fim um, sobretudo obviamente branco também de couro.



“Isso não é uma vilã é uma deusa...” – Pensei anestesiada pela beleza daquela loura má.



Me recompus assim que a vi desativando os lazeres e cortando o vidro retirando a pedra do lugar. Já estava preparando o cabo para subir novamente quando me aproximei e cruzei os braços a observando antes de falar...



- Que feio Fênix! Saindo sem se despedir... – Falei num tom irônico.



Ela virou se assustada e pude reparar melhor em seus rosto... Perfeito... Olhos azuis profundos e hipnotizantes... Lábios rosados que pareciam ser desenhados á mão. Traços delicados e simplesmente apaixonantes...



Fenix nada disse apenas ficou me analisando... Não soube definir aquele olhar...



- Você deve ser... Fire... – Sua voz era como um veludo, suave, porém firme, rouca e decidida. Me fitou novamente dentro dos olhos como que para me intimidar... Quase conseguiu diga se de passagem. – É uma pena que não possamos continuar nossa conversa... F-I-R-E – Degustou meu nome como se derretesse em sua boca... – Mas... tenho que ir... – Em um movimento rápido se ajeitou no cabo para subir até o teto, mas em um outro movimento ainda mais rápido segurei seu braço com firmeza, mas não pude evitar a onda de eletricidade causada pelo toque... Como se houvesse sentido o mesmo Fenix fechou os olhos.



- Acho que você esqueceu de devolver algo Fênix...



Abriu os olhos e como se me hipnotizasse seu olhar no meu me causou tremores por todo corpo... Estávamos próximas, muito próximas, sua boca á centímetros da minha, era inegável a atração... E era recíproco. Como se minha boca suplicante por um beijo houvesse chamado silenciosamente pela sua nossos lábios se tocaram. Logo minha língua invadiu sua boca que se entreabriu para recebê-la, línguas se tocaram, roçaram, acariciaram cálidas, ferventes... O beijo que era delicado e envolvente se tornou violento e exigente... Urgente. Minha mão que envolvia seu braço desceu ousadamente para o meio de suas costas nuas por baixo do sobre-tudo, com a outra agarrei a firme pela cintura para que seu corpo se colasse ao meu de forma violenta arracando-lhe um gemido que me fez perder completamente o controle. Suas mãos envolviam meu rosto de forma possessiva... Quando estava prestes a enlouquecer nos braços daquela Loura-má, senti uma dor insuportável no lábio inferior e o gosto de sangue na minha boca...



- Aii! – Gritei soltando a levando instintivamente a mão á boca olhando em seguida os meus dedos para me certificar de que não sangrava mais. – Você me mord...



Uma fumaça branca tomou conta do ambiente, comecei a tossir e abanar o braço protegendo meus olhos para afastar a fumaça... Tarde de mais, ela havia fugido... Quando a fumaça deu lugar á visibilidade olhei para o chão e vi espalhadas ao chão cinzas e sobre elas uma pena branca, abaixei me e peguei a pena segurando a entre os dedos e sorrindo da minha idiotice.

sábado, 26 de março de 2011

Laços Heróicos - Cap - 3 - O retorno



O dia amanheceu tranqüilo lá fora, mas em meu interior ainda as mesmas duvidas e conflitos. Fui direto para o escritório mergulhei no trabalho preparando as audiências que teriam dali duas semanas. Assim passei todo o dia preenchendo meus pensamentos para que não fossem atormentados pelos fantasmas do passado.



Às cinco da tarde eu já estava em meu aconchego submersa em minha banheira relaxando e deixando meus pensamentos vagarem... Lembrei me das palavras de David á respeito de Fênix... A inauguração seria dali duas horas, deveria tomar logo uma decisão. Levantei da banheira e me cobri com a toalha, fui até o closet e peguei uma caixa escondida entre os vestidos e sapatos. Peguei a cuidadosamente levando a até a cama e abrindo a. Lá dentro o meu passado escondido e bem dobrado. Aproximei minhas mãos da roupa de couro negra e desisti... Fechei novamente a caixa e me afastei sentando me na poltrona de frente minha cama.



“Liberte-me Lara” – Pensei ter ouvido uma voz, mas era minha consciência tentando lutar contra meu medo. – “Não seja covarde...” – A voz agora era mais insistente. – “Liberte-me”.



Me levantei e abri novamente a caixa tirei o conjunto de couro de dentro e me olhei no espelho... Desdobrei cuidadosamente a roupa e me desfiz da toalha...



O couro se ajustou perfeitamente ao meu corpo, fechei o cinturão no qual servia de suporte para os apetrechos de Fire nele havia o símbolo em forma de chama nas cores amarelo e vermelho, calcei as botas de cano longo e salto alto, porém firme para dar estabilidade nas quedas. O conjunto cobria todo meu corpo, vesti as luvas de couro e coloquei a mascara que cobria metade do meu rosto deixando apenas boca e queixo e meus olhos negros descobertos. Meus cabelos presos em um rabo de galo bem firme completavam o look heróico. Mais uma vez admirei Fire no espelho, mas faltava alguma coisa... Lá estavam... Os punhais de prata de trinta centímetros que se ajustavam no cinturão. Pronto... Fire estava pronta.



Respirei fundo e longamente...



Me olhei uma ultima vez no espelho e um sorriso de satisfação desenhou se em meus lábios.



Desci até a garagem e lá estava Nik, minha fiel e adorada máquina... Nikitta era uma Harley-Davidson XL 1200 c. Meu orgulho... Retirei a lona que a cobria e quando a vi meus olhos se encheram de lagrimas, boas lembranças do passado... Passei minha mão no banco de couro deslizando a até o tanque da moto lustrei as iniciais gravadas na lateral direita: “JF” Jonh Foster – Meu pai – Girei a chave e a liguei, estremeci ao acelerar e ouvir o ronco do motor... Pura adrenalina foi como se injetasse adrenalina em minhas veias.



Sai pelas ruas da cidade deixando o vento bater em meus cabelos, acelerando e curtindo o momento de intimidade e saudade entre eu e Nik

sábado, 19 de março de 2011

Laços Heróicos - Cap .2 - Reencontro Inesperado.

Desci do carro e o entreguei ao manobrista, David já me esperava na entrada do salão executivo.

- Está linda Srta. Foster. – Disse galanteador como sempre ao me aproximar. – Me sinto honrado de acompanhar tão bela dama. – Disse em um gesto cortês me estendendo a mão de modo elegante para me conduzir até o salão.



De fato eu concordava modestamente com meu amigo, pois para aquela noite havia comprado um vestido negro colado ao corpo ressaltando minhas curvas e os cabelos em um coque charmoso pendendo alguns fios nas laterais do meu rosto. O vestido deixava minhas costas nuas e o decote deixava pouco á imaginação, porém nada vulgar. Sandálias de salto fino altíssimo e um echarpe preto apenas como detalhe adicional formando o conjunto charmoso e requintado.


Os advogados de toda cidade estavam presentes, velhos conhecidos e convidados ilustres da sociedade executiva mostravam seus mais belos trajes e jóias caríssimos uns aos outros.


- Vejo que continua na companhia de belas mulheres David Ohara. – Disse um velho senhor de cabelos brancos e olhos azuis que se aproximou nos cumprimentando.



Tomei alguns drinques e avisei David que iria tomar um ar no terraço, ele concordou aviando que logo serviriam o jantar.

A vista do jardim estava esplendida, iluminado apenas por alguns pontos de luz estrategicamente posicionados nos arbustos e a luz do luar. Me aproximei de um dos bancos espalhados pelo enorme jardim do terraço e me sentei. A temperatura estava agradável então virei de uma só vez a champanhe e pousei a taça ao meu lado no banco olhando para a lua e me lembrando dos bons tempos em que as emoções de Fire em ação me traziam.


- Lara Foster. – Ouvi uma voz sensualmente rouca e ao mesmo tempo doce pronunciar meu nome. – Quanto tempo. - Girei meu corpo ainda sentada apenas para ver quem me dirigia a palavra. Quando vi a criatura divina em minha frente me levantei, não podia ser...


- Bárbara Connor. – Saboreei aquele nome que há tanto tempo não pronunciava. Fiquei apática, não consegui dizer mais nada.
- Seis anos se passaram e você continua... – Desceu o olhar pelo meu corpo, subindo novamente e encarando meus olhos mordeu o lábio inferior. – Radiante.

Rever aquela mulher depois de tantos anos era como retornar ao passado e desenterrar lembranças que não me faziam bem.

Conheci Bárbara na universidade em Boston. Me apaixonei assim que nossos olhares se cruzaram, amei aquela mulher com todas as minhas forças, mas Bárbara preferiu seguir sua carreira de modelo na Europa abandonando um amor que ela dizia ser impossível.


Em nada havia mudado fisicamente a não ser o fato de esbanjar classe em seu modo de falar e andar, porém o brilho de seus olhos já não era o mesmo, denunciavam sofrimento e muita... Dor? Provavelmente... Mas dificilmente teria sofrido por minha causa.


- O que faz aqui? – Perguntei amargamente desviando o olhar do seu.


- Você não me vê há seis anos e é isso que tem a me dizer? – Disse fazendo se de indignada. – Admito que por vezes imaginei nosso reencontro, mas esperava pelo menos uma consideração de sua parte Lara.


- Rancores do passado me deixaram assim. – Disse ainda com o olhar disperso.



- Lara... – Se aproximou... Eu me afastei. – Eu já sabia que estaria aqui... Vim para te encontrar... Preciso que saiba que... – Não deixei que ela continuasse.



- Tudo que envolve o passado é preciso ser esquecido Bárbara por isso deixe me em paz. – Disse com um nó na garganta tentando escapar de sua presença.



Bárbara suspirou longamente e prosseguiu...

- Por favor Lara, não vá. Eu... Por favor esqueça esse seu rancor e me perdoe, preciso muito de você Lara.

Por um momento permiti que aquele amor preenchesse meu peito, mas as lembranças dolorosas insistiram em extirpar esse sentimento.



- Precisa de mim Bárbara? Por acaso pensou no quanto precisei de você quando os meus pais morreram? NÃO! Não pensou, pensou apenas em você nessa sua obsessão pelo dinheiro e sua carreira. – Minha voz estava agora embargada.



Lágrimas insistiram em escorrer dos meus olhos.



- Eu fiz uma escolha no passado Lara, da qual me arrependo amargamente. Mas estou pagando caro por isso... Eu era jovem de mais e tinha medo do nosso relacionamento, da reação de meus pais... Você não podia me cobrar tanto Lara. Me perdoa... Preciso de você. Não me abandona. – Disse deixando a emoção tomar conta de si.


- Só estaria fazendo o que fez comigo Bárbara... Não é tão simples... Você volta depois de tantos anos e agora quer perdão e ainda quer retomar nosso relacionamento como se nada tivesse acontecido? As coisas não funcionam assim... – Virei as costas... – Tenho que voltar pra dentro. – Disse me afastando da mulher que amei e provavelmente não deixaria de amar nunca.


- Meu pai está muito doente e corre risco de vida...


Meu corpo paralisou, meus músculos petrificaram se a situação agora se invertia. Deixaria a mulher que mais amei na vida e ainda amava da mesma forma que me deixou? Virei meu corpo em sua direção...


- Não se preocupe Bárbara seu pai é forte e seu dinheiro provavelmente contratou os melhores médicos do mundo não creio que esta doença não será páreo para o poder que tem. – Declarei com o coração repleto de magoa.


Bárbara me olhou com ódio e decepção talvez o mesmo olhar que lhe lancei á seis anos atrás quando me disse friamente que estaria viajando para a Europa.



- Espero que não se arrependa do que está fazendo comigo Lara, pois te garanto... Nada é mais doloroso do que o remorso. – Disse ainda me olhando enxugando as lagrimas com amargor.


- Você deve mesmo saber disso não é Bárbara...



- Chega! – Gritou. – Definitivamente você não é a Lara por quem um dia me apaixonei... – Saiu correndo sumindo entre a multidão de curiosos que se formou na entrada do terraço.

- Lara você está bem? – Perguntou David se aproximando e me abraçando quando viu minhas lagrimas. – Aquela era Bárbara Connor? – Perguntou surpreso.




- Sim ela mesma... Mas por favor David, me leva pra casa, não me sinto muito bem. – Disse me recompondo e limpando o rosto.



Durante quase todo trajeto até minha casa David e eu ficamos calados até que ele quebrasse o silencio...



- Quer falar sobre o que houve Lara?



- Não houve nada David. – Respondi ríspida.

- Você discutiu com Bárbara Connor durante um jantar executivo com direito á platéia e me diz que não houve nada? – Perguntou irônico alternando o olhar entre o transito e eu.



- Bárbara, foi um caso antigo na época da faculdade David... Mas é passado. – Disse de forma a dar a entender que eu não falaria mais sobre o assunto.




- Passado? Não creio que seja passado. – Disse irritantemente consciente de que estava certo. – Fiquei sabendo que Norman Connor sofre de uma doença rara e gravíssima, e está falido. Há dois anos contraiu dividas de jogos equivalente á vinte milhões de dólares. Os rumores que correm é que estão morando á favor na casa de um amigo de infância de Norman...

- David, por favor, não quero saber dos Connors, só quero que me leve para casa está bem?


David não disse mais nada e pro meu alivio não insistiu no assunto de Fire, pelo menos não até aquele momento. Ao encostar o carro em frente o portão da minha casa nos despedimos e David segurou meu braço com o olhar cínico que só ele tinha...



- Tenho informações de fontes seguras que garantem a presença de Fênix na inauguração do Museu de Diamantes amanhã.

Antes que eu pronunciasse qualquer palavra se despediu e se foi.


No meu quarto continuei com o pensamento em Bárbara, a revelação feita por David de que estavam falidos mudava tudo... Em partes. Afinal seu pai não tinha mais todo o dinheiro ao qual mencionei ao dizer que sua doença não seria páreo para o seu poder. Será que eu fui dura de mais? Cruel de mais? Estava agindo como ela... Será que ela merecia depois de ter sofrido tanto quanto havia dito? Foi nestes pensamentos que despi me completamente exausta por tantas emoções em apenas uma noite, coloquei uma camisola confortável, deitei me na cama e adormeci.