segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A fúria de Ana Parte Final

Pude perceber que ela ainda estava dominada pela raiva, mas a excitação crescia em meu corpo, como se fosse uma forma de prendê-la a mim. Naquele instante, era impossível enxergar a mulher serena e madura que ela sempre fora. Ela estava me mostrando outra pessoa: ciumenta, indiscreta, inquieta e absurdamente provocante. Talvez aquela cena inédita, aquela Ana que eu nunca havia visto, fosse o real motivo de minha excitação. Eu não entendia mais nada do que ela dizia, apenas olhei fundo em seus olhos e me perdi.
Ana afastou-se de mim por um instante, seus dedos passaram entre os fios dos cabelos e ela disse que ia para casa. Deixei escapar um sorriso malicioso, que não passou despercebido. Ana fez menção de voltar a brigar, mas eu, imediatamente, puxei-a pelo braço e a joguei contra a porta, com a mesma força que ela havia me jogado. Com os olhos arregalados e sem entender, ela não resistiu quando a segurei pelos cabelos e levei os lábios até seu pescoço. Sem dizer palavra, mergulhei em seu perfume e senti a textura quente de sua pele com os lábios e língua. Não querendo dar o braço a torcer, Ana tentou empurrar-me, porém seu fracasso denunciou não só a falta de força, mas também a falta de controle. Vendo-se sem saída, ela conseguiu sussurrar: “Sai!”. Mas a sua voz arrastada e rouquenha acabou por me fazer sorrir ainda mais.
- Minha namorada é tresloucada e eu nem sabia – sussurrei, provocante, em seu ouvido – Vou ter que dar um jeito de acalmá-la, agora.
Segurei-a pelos cabelos da nuca e a beijei. Explorei cada canto de sua boca, entrelacei minha língua na dela e chupei-lhe os lábios. Dando-se por vencida, Ana envolveu-me com os braços e passou a corresponder, com avidez. Ela me prendia fortemente pela cintura, quase com brutalidade, deixando meu corpo muito colado ao seu. Eu sentia seus mamilos eretos roçando nos meus, suas unhas arranhando minhas costas, seus lábios sugando minha língua. Sem que eu notasse, meus dedos já brincavam em seu decote, desabotoando a camisa que ela trajava. Arranquei seu sutiã e passei a massagear seus seios com as mãos. Ansiosa por provocá-la, eu desci os lábios até os seios intumescidos e abocanhei-os faminta, um de cada vez. Com as mãos enganchadas em meus cabelos e encurvando as costas, Ana gemia timidamente, oferecendo-se ainda mais. Deslizei uma das mãos por sua barriga e a posicionei entre as pernas, onde passei a massagear suavemente seu clitóris, ainda por cima da calça. Com a língua, contornava-lhe as auréolas róseas dos seios e, em seguida, mordiscava delicadamente.
Irrequieta, Ana afastou minha mão e só voltou a colocá-la após abrir a própria calça, mas, dessa vez, por dentro da calcinha. Arrepiei-me ao senti-la úmida e escorregadia. Deixei escapar um breve gemido, enquanto minha roupa íntima ficava ainda mais molhada. Deslizei meu dedo para além do clitóris e o mergulhei em sua concavidade, fazendo-a jogar a cabeça para trás e urrar de prazer. Enquanto impunha meu corpo para dentro do dela, o rosto permanecia mergulhado em seu busto. Ela sussurrava obscenidades e segurava firmemente meus cabelos quando queria trazer-me próxima a seus lábios, numa tentativa de abafar os gemidos mais agudos.
Morta de vontade de sentir seu sabor, eu puxei Ana até a escrivaninha e fiz com que ela ficasse de costas para mim. Ela apoiou os braços na mesa, enquanto eu tirava, vagarosamente, sua calça, beijando cada milímetro que era descoberto. Abri suas pernas e posicionei-me. Afastei sua calcinha úmida para o lado e me deleitei com a imagem de sua vulva rosada, implorando por minha boca, levando embora o resto de meu autocontrole. Com uma voracidade desconcertante, envolvi seu clitóris com a boca e deslizei minha língua por toda a sua extensão, fazendo com que Ana cuspisse um palavrão. Dediquei-me insistentemente ao clitóris, fazendo movimentos circulares com a língua, sugando, fazendo estalos, prendendo-o entre os lábios. Ana só sabia gemer e bater na mesa com a palma da mão. Quando passei a provocá-la com o dedo em sua entrada, que estava escorregadia de tesão, ela abriu-se ainda mais e apoiou uma das pernas na cadeira, como se quisesse ser devorada.
Correspondendo à tamanha insinuação, passei a lambê-la com força e completamente. Escorregava a língua e lambuzava a boca. Com a sanha de um animal e, ao mesmo tempo, a graciosidade de uma rainha, Ana rebolava o quadril em meu rosto, implorando por mais, cheia de volúpia. Meu corpo só sabia responder com lambidas e chupões cada vez mais intensos. Minha língua, atrevida, penetrava sua concavidade, sentia sua quentura. Minhas mãos apertavam suas nádegas e coxas, as unhas arranhavam a pele macia e quente. Foi nesse caleidoscópio de toques, beijos, suor, saliva e raiva que Ana explodiu em um impetuoso orgasmo, com o corpo tremendo desesperadamente e gemidos descontrolados fugindo de sua boca.
Continuei com a boca entre suas pernas, sorvendo o líquido quente que escapava de seu sexo, esperando que ela se controlasse. Voltei a ficar em pé e beijei suas costas. Quando ela ficou de frente para mim, suas pálpebras pareciam pesadas e seu olhar se mostrava lúbrico. Sob uma espécie de transe, tentei beijá-la, mas fui impedida. Ana me segurou com firmeza e empurrou até a cama. Mal esperou que eu deitasse e jogou-se em cima de mim. Começou a tirar minha roupa com uma pressa descomunal, enquanto, vorazmente, sugava os meus lábios, que ainda estavam lambuzados com seu néctar. Entre seus braços e pernas, me senti cercada. Eu me sentia claustrofóbica e ao mesmo tempo, excitada com sua imagem prepotente e voluptuosa sobre mim. Ana mordia-me os lábios sem dó e suas mãos passeavam por meu corpo como se quisessem gravar as minhas formas. Ela me apertava, apalpava, arranhava, toda lasciva. Com a língua, começou a passear vagarosamente por todo o meu ventre e contornar o umbigo. Audaciosa, Ana afastou minhas pernas e passou a língua em minhas coxas e virilha, arrancando-me gemidos mais agudos. Sua língua aproximava-se de meu clitóris e meu corpo tremia. Quando ela abocanhou minha vulva, tive a impressão de que iria perder os sentidos, tamanha a sensação de prazer.
Seus lábios envolviam meu clitóris e sugavam-no como se a vida de Ana dependesse daquilo. Sua língua invadia meu corpo e explorava cada detalhe do meu sexo. A excitação era tão grande que eu sentia meu mel escorrer entre as pernas, juntamente com a saliva de Ana. Eu a olhava e me deparava com aquela imagem linda, que era ela satisfazendo meu corpo. Os olhos ficavam fechados na maioria do tempo e, às vezes, ela tirava os fios de cabelo que insistiam em cair em seu rosto. Quando voltei a fechar os olhos e afundar a cabeça nos travesseiros, ela parou. Ana sabia e gostava de provocar. Virei os olhos e enganchei os dedos entre os fios de seus cabelos, forçando seu rosto em direção à minha vulva, mas Ana era teimosa. Segurou-me pelos pulsos e voltou a me beijar, com menor brutalidade.
Ana levou uma das mãos até minha virilha e ficou passando as unhas, levemente, fazendo com que até os mais minúsculos pêlos de meu corpo ficassem eriçados. Nessa hora, eu já me encontrava absolutamente encharcada de tesão e não me restava um pingo de racionalidade, eu era apenas a criação de meus instintos. Implorei por ser tocada e disse absurdos para minha namorada que, já dominada pela excitação, cessou a resistência e mergulhou dois de seus dedos em minhas entranhas. Explodindo de prazer, ergui, inconscientemente, meu quadril da cama e desabei novamente. Ana me penetrava profunda e vagarosamente, fazendo com que eu me deliciasse e aproveitasse cada milímetro de seus dedos, enquanto sua boca se dedicava a morder meu pescoço e fazer chupões em minha pele.
Sem hesitar, Ana cravou as unhas em meu pescoço e arrastou-as até meu busto, deixando marca, cortando-me a pele, fazendo arder. De certa forma, aquilo fez com que meu corpo se acendesse ainda mais. Lendo meus pensamentos, Ana aumentou a força e a rapidez dos dedos, como se quisesse me partir em duas. Eu podia senti-la massageando a parte superior de minhas entranhas, clamando pelo orgasmo. Meu corpo convulsionava e o suor brotava em minha pele. Seus olhos encontraram os meus e denunciaram toda a euforia que ela estava sentindo, junto comigo. O gozo chegou intenso, avassalador, prolongado. Meus gemidos escaparam da garganta como gritos desesperados. Minhas mãos, imediatamente, puxaram o corpo de Ana para junto do meu. Agarrei-a com braços e pernas, como se tentasse fluir todo o desejo que em mim habitava, para o corpo dela. O suor de meu corpo se misturou com o dela. O seu perfume impregnou o meu corpo. Minha saliva juntou-se à dela, durante o longo beijo que trocamos. Através dos dedos dela, éramos uma só.
Ficamos agarradas por um bom tempo. A cabeça de Ana repousava em meu ombro e eu fazia carinho em seus cabelos. Nenhuma palavra fora dita. O único barulho que reinava era o de nossas respirações. Senti-me um pouco tensa, imaginando se ela havia esquecido a briga de mais cedo. Decidida a quebrar o silêncio, Ana pigarreou e perguntou:
- Em que, ou em quem, está pensando?
- Estou lembrando-me da hora em que pensei que você iria me esquartejar. – gracejei
A risada gostosa de Ana invadiu o quarto e a tensão passou de imediato. Olhando em meus olhos, Ana me fez jurar que nunca mais veria a tal garota do show. Após esclarecimentos e pedidos de desculpa, fomos para o banho. Senti os arranhões arderem com a água morna e só então me lembrei que Ana havia cravado as unhas em minha pele. Saímos do boxe e ela disse que iria preparar algo para matar nossa fome.
Peguei o roupão e, em frente ao espelho, vi quatro marcas vermelhas, que se estendiam de meu pescoço até o busto. Com os olhos arregalados, virei o corpo, com a intenção de ver as costas. Estas estavam inchadas e arranhadas por todos os cantos. Aproximei-me do espelho e levantei o queixo, deparando-me com três chupões: dois do lado direito e um do lado esquerdo. Todas aquelas marcas me davam a imagem de quem havia sido espancada. Antes que eu a chamasse, Ana entrou no banheiro, com um sorriso sacana nos lábios. Quando abri a boca para reclamar, ela roubou-me um beijo. Empurrei-a e vi outro sorriso enorme estampado em seu rosto, dando-lhe um ar infantil.
- Isso é para as pessoas verem que você é só minha! - disse ela, ainda mostrando os dentes alvos
Completamente desarmada, envolvi seu pescoço com os braços e voltei a beijá-la. Em minha cabeça, eu pensava que coisa nenhuma conseguiria devastar a alegria que eu sentia por ter Ana ao meu lado, espalhando carmesim entre meus dias.

6 comentários:

  1. gostei Carol.É dificil encontrar contos les com continuaçao realmente bons.É claro que nao esta estupendo,mas até agora dos que eu li só perde pro fucking mia,que acho que ngm supera;a autora é muito fodaa,dá uma lida nesse blog depois;espero que goste.E torço para vc se superar sempre.bjjs linda.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. parabens seu conto e muito legal gostei muito tem um pouco de mim nesse conto adorei se voce continuar assim vai conquistar muitos fas foi muito bom ler

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  4. Nossa, que conto!!!! Muito bom mesmo... Adorei!!!
    É a primeira vez que visito este blog e gostei muito do que vi. Estava buscando por esse tema (conto de amor entre mulheres) e acabei achando seu blog... Voltarei outras vezes!!! Também achei esse http://www.fatorx.net/fxcontoslistacompleta.htm caso vc queira inspiração!!! Bjs

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